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Abicalçados participa de encontro com SEPEC

                                                                   
Um grupo de calçadistas liderado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) participou, ontem (7), de um encontro com o titular da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), Carlos da Costa, e com o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura  da pasta Gustavo Ene. No encontro, os calçadistas ressaltaram a competitividade da indústria do “portão para dentro” da fábrica, destacando que a produtividade do setor brasileiro é das uma melhores do mundo, mesmo diante dos competidores asiáticos. Outra pauta foi a abertura comercial, que segundo os calçadistas não pode ocorrer sem uma concomitante redução dos custos produtivos, sob risco de uma competição desleal com fabricantes asiáticos. O encontro ocorreu no Centro de Desenvolvimento da Vulcabrás, em Parobé/RS. 

Na oportunidade, o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, frisou a importância da redução proporcional e concomitante do Custo Brasil para uma possível abertura comercial. “Não somos contra o livre mercado, pelo contrário. A questão é que uma abertura irrestrita, nesse momento em que ainda enfrentamos elevados custos de produção no comparativo com os nossos principais concorrentes mundiais, especialmente os asiáticos, seria um desastre. Não teríamos como competir com equidade diante de uma avalanche de importações”, disse, ressaltando que uma abertura comercial abrupta geraria uma onda de demissões na atividade, já combalida pela crise provocada pela Covid-19.

O secretário Carlos da Costa, por sua vez, destacou que o Governo Federal está ciente do fato e que não existe possibilidade de abertura comercial sem redução dos custos produtivos. “Existe uma evolução, reduzimos parte do Custo Brasil. Sabemos que existe muito a ser feito e também podemos assegurar que não haverá abertura sem essa redução proporcional”, comentou. 

Após a reunião, o CEO da Vulcabrás, Pedro Bartelle, apresentou a estrutura do centro de desenvolvimento da empresa para o secretário e sua equipe. “A percepção foi muito positiva. O nosso objetivo foi demonstrar para o secretário que a indústria calçadista é competitiva do portão para dentro, com muita tecnologia de ponta. O problema é produzir no Brasil, diante dos enormes custos tributários e problemas logísticos”, contou Ferreira. 

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