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Conheça abaixo os polos nacionais de produção de calçados.
| Estado do Rio Grande do Sul | | Número de empresas em 2009: 2.762 | | % do Brasil: 35,1 | | Número de empregados em 2009: 110.766 | | % do Brasil: 34,7 | | Exportações em US$ milhões em 2009: 765,8 | | % do Brasil: 56,3 | | Exportações em milhões de pares em 2009: 35,6 | | % do Brasil: 28,1 | Fonte: MTE/RAIS; SECEX/MDIC e ABICALÇADOS
| Pólos Calçadistas do Rio Grande do Sul | O Estado do Rio Grande do Sul é um dos principais Pólos Calçadistas do Brasil. A intensa produção de calçados e artigos de couro, aliada à oferta de componentes, máquinas e instituições de ensino e de desenvolvimento, fez com que este Estado seja considerado o maior cluster calçadista do mundo. Estima-se que abriga em torno de 60% das indústrias de componentes e 80% da indústria brasileira de máquinas para couros e calçados.
Tem indústrias espalhadas em diversas localidades, que abrigam de uma a dezenas de unidades, que também se transformam polos calçadistas devido a suas peculiaridades. Segundo dados de 2007, o Estado gaúcho tem cerca de 2.700 empresas de calçados, que geram mais de 100 mil empregos diretos. Cerca de 30 por cento (em pares) da exportação brasileira de calçados em 2008 saiu do Rio Grande do Sul. Em 2008, os embarques somaram 51 milhões de pares e geraram uma receita de US$ 1,1 bilhão.
Apesar da pulverização de unidades produtivas em vários municípios, o Rio Grande do Sul concentra seus principais polos calçadistas em cidades localizadas no Vale do Rio dos Sinos; Vale do Paranhana, Vale do Taquari e Serra Gaúcha.
A razão deste status vem do século 19, quando os primeiros imigrantes alemães, em 1825, e italianos, por volta de 1890, instalaram-se nestes Vales, trazendo consigo a arte milenar do processamento do couro. Em princípios do século 20, já havia indústrias completas atuando na região e vendendo calçados para todo o Brasil e alguns países vizinhos. |
| Polo Calçadista do Vale do Rio dos Sinos | O Vale do Rio dos Sinos é o mais conhecido por ter sido o primeiro a ser colonizado pelos imigrantes. Praticamente todas as 18 cidades que compõem a região atuam no setor coureiro-calçadista, elevando-a para a categoria de maior conglomerado calçadista do mundo. Numa área de 140 quilômetros, esta região abriga um número estimado de 1.700 fábricas de calçados e de componentes, indústrias de máquinas e equipamentos, curtumes, entidades de classe e instituições de pesquisa e ensino.
Os calçados produzidos no Vale dos Sinos são exportados para mais de 140 países. As principais fábricas de calçados estão localizadas nas cidades de Sapiranga, Campo Bom, Dois Irmãos, Ivoti e Novo Hamburgo. Esta última sediou, no final do século 19, as primeiras grandes indústrias e até hoje é conhecida como Capital Nacional do Calçado. |
| Polo Calçadista do Vale do Paranhana | Vale do Paranhana - O Vale do Paranhana é formado pelas cidades de Igrejinha, Lindolfo Collor, Morro Reuter, Parobé, Presidente Lucena, Riozinho, Rolante, Santa Maria do Herval, Taquara, Igrejinha e Três Coroas. Todas elas têm relação direta com o calçado, que representa o alicerce da economia da região. Destaca-se no Brasil e no exterior pelos calçados femininos de alto valor agregado e é reconhecido como um polo lançador de moda e de tendências. Abriga mais de 150 fábricas, que produzem 45 milhões de pares por ano. Este vale abriga ainda fábricas de componentes para calçados e uma rede de ateliês que oferece suporte às fábricas maiores. |
| Polo Calçadista da Serra Gaúcha | Numa das mais belas paisagens do Rio Grande do Sul fica a Serra Gaúcha. Lembrando a natureza europeia, a região é uma das mais importantes fabricantes de calçados do país. Composto pelas cidades de Bento Gonçalves, Canela, Gramado, Caxias do Sul, Farroupilha, Nova Petrópolis, Nova Prata e Veranópolis, este polo sedia cerca de 130 fábricas que empregam em torno de três mil pessoas. A produção estimada é de 20 milhões de pares por ano. A principal característica é a fabricação de calçados masculinos de alta qualidade, principalmente em Farroupilha, mas há uma forte atuação também no segmento feminino. | |
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