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A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
09.11.2011 WFC - A realidade calçadista de China, Índia e Vietnã O “Painel Asiático - panorama da produção de calçados na Ásia, condições de trabalho, escassez e custos”, do World Footwear Congress, reuniu Zhang Shuhua, presidente da Associação Chinesa das Indústrias de Couro da China, Gopala Krishna Bachi, presidente da Federação Indiana de Calçados da Índia, e Tran Ngoc Luan, vice-presidente da Associação Vietnamita de Couro e Calçados. Os três representam países de destaque no mercado calçadista mundial, mas com realidades e desafios distintos. A apresentação de Shuhua foi pontuada por duas questões centrais: as expectativas da indústria chinesa para os próximos 10 anos e seu quadro de empregos. “Em 2010, a China produziu 13 bilhões de pares de calçados, consumiu internamente 2,7 bilhões e exportou 9,93 bilhões. Com base nesses números e na expansão do setor industrial para áreas que ainda não foram incluídas nesse processo, acredito em mais 10 anos de crescimento. Já assistimos à interiorização das fábricas de maneira estratégica, tendo em vista diminuir custos e incluir na dinâmica uma nova mão de obra”. Em relação aos trabalhadores mais antigos da indústria calçadista, Shuhua comentou sobre o crescimento dos salários. “Desde 2004, a mão de obra das fábricas vem se especializando e tem um acumulado de 12% de crescimento. 4 milhões de pessoas atuam no setor calçadista e apesar de algumas iniciativas do governo a demanda de mão de obra ainda é maior do que a oferta de empregos”, afirmou Shuhua. Gopala Krishna Bachi aproveitou a oportunidade para traçar um panorama do cenário asiático, com enfoque no mercado indiano. “A Ásia consome cerca de 40% da produção mundial de calçados e importa 20%. Esses números dialogam com a questão demográfica local, o continente concentra mais de 60% da população mundial e apenas a China e a Índia juntas contabilizam mais de 37%. A mão de obra local conta com cerca de 1 milhão de pessoas e o setor carece de forma qualificada, tanto que o governo, nos próximos cinco anos, oferecerá treinamento para 2 milhões de pessoas e parte será absorvida pela indústria calçadista”. Bachi, destaca ainda que devido aos custos de produção assiste-se a uma mudança nos locais escolhidos para a instalação das empresas. “Empresas localizadas até então na China estão indo para Bangladesh e muitas de Taiwan para o Camboja”. Quanto ao principal segmento explorado pelos indianos, o masculino segue como principal. “Para os próximos anos, um dos objetivos é aumentar a produção dos modelos femininos e diminuir os custos das exportações. Como destino, o calçado indiano é exportado principalmente para Europa (79%), Austrália (7,2%) e EUA (8%)”. Tran Ngoc Luan, vice-presidente da Associação Vietnamita de Couro e Calçado do Vietnã, ressaltou em sua apresentação as particularidades do país em questão. “A capacidade produtiva do Vietnã é de 800 milhões de pares/ano, são cerca de 450 empresas nacionais, sendo 50 de grande porte, e outras 50 de empresas estrangeiras. A produção vietnamita é formada principalmente por modelos esportivos (80%). Um dos atrativos do Vietnã é o baixo custo da mão de obra. O destino-chave da produção vietnamita é a Europa e pelos efeitos da última crise mundial o governo estimula a exploração do mercado interno”. Segundo Luan, o Vietnã sinaliza mudanças e está disposto a incrementar a indústria nacional com produtos de maior valor agregado. “Hoje, no Vietnã, as fábricas com produtos de baixo valor agregado enfrentam dificuldades. Diante disso, o objetivo é investir em modelos de maior valor agregado”.
ASCom Couromoda
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