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A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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Milton Cardoso, presidente da Abicalçados Milton Cardoso, presidente da Abicalçados

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13.01.2009
Termômetro do setor mudará após o Carnaval
 

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Milton Cardoso, aponta que o setor calçadista somente terá uma avaliação sobre 2009 após o Carnaval, quando já deverão ter ocorrido as primeiras negociações do ano. A afirmação foi feita durante a Couromoda, feira internacional de calçados que acontece desde ontem (12) e encerra dia 15, no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo/SP.  "Estamos num momento mundial de muita indefinição. Se o câmbio se mantiver um pouco mais realista, a tendência é de que o mercado interno termine o primeiro semestre nos mesmos níveis de produção que encerrou o ano de 2008, e crescimento das exportações na segunda metade do ano", avalia o dirigente. Até o momento, o setor ainda passa por incertezas, uma vez que muitas fábricas deram férias coletivas para seus funcionários no final de novembro, quando o curso normal deste período deveria ser os de esteiras em pleno funcionamento, a fim de abastecer o mercado para as vendas de Natal. "É comum termos férias coletivas na segunda metade de dezembro e retornarmos após o Ano Novo, mas devido à redução de produção este ano foi diferente."
Embora o mercado interno apresente bons índices de consumo, o presidente da Abicalçados reforça que isso não significa vantagem para a produção nacional, em função do crescimento "predatório" das importações. "Hoje, as fábricas estão com capacidade ociosa girando ao redor de 25%", ilustra.
Crise - Segundo Cardoso, mesmo após a recente turbulência que abalou as principais economias mundiais, o Brasil ainda tem chance de retomar o crescimento, visto que é o terceiro maior produtor e quarto exportador de calçados do planeta. O dirigente observa, porém, que é preciso cautela para o otimismo. "Hoje há um mito muito forte de que a crise chinesa irá beneficiar o Brasil. A China enfrenta, sim, dificuldades, porém esse fato é uma ameaça ainda maior à produção nacional. A retração das encomendas de calçados chineses por parte da União Européia gera uma quantidade de excedentes que tendem a entrar em mercados que ainda são abastecidos pela produção local, como o Brasil", argumenta, acrescentando que os calçados "estocados" na China passam por grandes liquidações.

Dumping - Quanto a entrada de excedentes, o Brasil entrou recentemente com pedido de investigação de dumping contra a China, fato que deve ter um parecer do governo brasileiro dentro de aproximadamente 60 dias. "Se detectada fraude na entrada destes importados, o governo brasileiro pode aplicar multa, que pode retroagir a até 60 dias da decisão, caso constatada irregularidade durante o curso da investigação", explicou.

ASCom Abicalçados/Brazilian Footwear
13 de janeiro 2009



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