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A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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28.10.2010
Setor de componentes possui tecnologia e capacidade produtiva para atender ao setor coureiro calçadista, diz Assintecal
 

Entidade do setor afirma que o Brasil tem tecnologia e capacidade para atender demanda por insumos para tênis de alta performance

“O setor de componentes e materiais para calçados brasileiro tem tecnologia e capacidade de atender a demanda de insumos para produzir tênis de alta performance no país. E atende! Da produção brasileira de calçados, 10% são esportivos e contaram com o desenvolvimento das empresas de matéria prima nacional para alcançar o volume de 80 milhões de pares/ano. A frase é de Oséias Schroeder, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) – que responde pelo segmento de componentes nacional e abrange 85% das empresas de matéria prima para o setor calçadista no país.

A Assintecal garante que entre os clientes do setor de componentes encontram-se as grandes marcas como Nike, Adidas, Puma, Reebok, Alpargatas, Asics, Cambuci e New Balance, que buscam nessa indústria um fornecimento de materiais de qualidade e inovadores, além de contarem com outros atributos, como agilidade e conformidade.

O posicionamento da Assintecal se deve ao fato de algumas destas empresas se pronunciarem desfavorável com as medidas antidumping para produtos importados vindos da China instituída em março deste ano pelo governo brasileiro (tarifa de importação de 35%, e uma sobretaxa de R$ 13,85 para cada par de calçado importado da China), alegando que não há tecnologia suficiente para a produção de insumos para calçados esportivos de alta performance.

Oséias ressalta que “esse estágio de desenvolvimento dos insumos produzidos no Brasil foi obtido com muito esforço , investimento e parcerias. Hoje, as empresas brasileiras tem uma forte ligação com fabricantes de matérias primas no mercado internacional e assim fazem um trabalho continuo e constante para atualizar-se com as tecnologias mundiais e desenvolver outras inovadoras”.

Outro relacionamento fundamental é entre o fornecedor e fabricante no desenvolvimento conjunto de produtos. Nisso, há uma necessidade de maior aproximação entre os grandes fabricantes internacionais de calçados de alta performance tanto para que comprovem essas afirmações como para dar continuidade a esse processo que é cada vez mais rápido e como tal requer mais esforço para acompanhar.

Segundo a Assintecal, existe no segmento de componentes para calçados um trabalho constante em inovação realizado pelo setor e comprovado pelo numero de registro de patentes, que nos dois últimos anos cresceu. Outros dados que comprovam essa intenção é a busca por apoio em órgãos de fomento como a Finep, o Sebrae e o CNPQ para busca de investimentos em inovação. No último edital de Subvenção Oficial foram três empresas contempladas. Junto a Universidade Feevale (RS) são mais 12 empresas a buscar novas soluções, e no edital Inova, do Sebrae RS, estão inscritas mais quatro empresas. “São alguns dados recentes que demonstram que existe, sim, uma vontade de estar não só acompanhando, mas ter a dianteira na oferta de novos materiais.

Só o setor de matéria prima para o mercado calçadista esportivo, nos últimos dois anos, realizou 14 Missões Tecnológicas a diversos países para pesquisa na área especifica. Junto com as Universidades já aconteceram Rodadas de Tecnologia, onde busca-se aproximar o conhecimento e a prática. Na própria Assintecal existe um Observatório Tecnológico em funcionamento e também um Grupo de Inovação e Tecnológica em que empresas discutem as necessidades do mercado calçadista, com prêmios em conjunto com a Brasken e a Petrobrás de destaque nessa área A sustentabilidade é um tema que hoje é incorporado a inovação tecnológica e para isso já existe uma parceria com o MIT (Massachusets Institute of Tecnology) para desenvolver-se um plano de ação completo tanto para as empresas como para o setor.

Para a Assintecal a proposta do MOVE colocado na imprensa que o Governo Federal desenvolva uma política industrial para o desenvolvimento de insumos para os calçados esportivos é vista como extremamente benéfica para todo o setor, pois aumentaria os investimentos em constante modernização do setor como, afirmou o secretario executivo do MOVE, Gumercindo Moraes Neto,e, principalmente para que as essas empresas invistam e produzam no Brasil.

Entretanto a suspensão da taxa antidumping para esse tipo de calçado, somente faria que os investimentos em inovações tecnológicas fossem perdidos e não houvesse novos a serem feitos, pois não haveria estímulos para que isso acontecesse. Nesse sentido, Oséias Schroeder afirma que “o Brasil torna-se cada vez mais qualificado tanto no mercado nacional como internacional. O que dizemos é que temos a tecnologia e existe uma pré- disposição do setor para buscar investimentos e inovações tecnológicas. Somos iguais a qualquer mercado, e o antidumping nos possibilita até ficar na frente”.

“Queremos que o setor de calçados cresça cada vez mais, pois atuamos atrelados a eles. Mas é importante que todos saibam que existe um mercado nacional de matéria prima e que é valioso, legitimo e em nada fica a dever para a industria internacional”, salienta Oséias.

Além da permanência da sobretaxa de RS 13,85 para cada par importado da China e a tarifa de importação de 35% é necessária coibir qualquer prática de triangulação em quaisquer dos três mecanismos: falsificação do certificado de origem, a montagem de calçados em terceiros países com materiais provenientes da China, sem a observação de conteúdo mínimo nacional e a importação direta de calçados desmontados para serem finalizados no Brasil.
“Dessa forma, a Assintecal se une a Abicalçados para evitar a concorrência desleal tanto ao produtor de calçado como ao fornecedor de matéria prima”.

 
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