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Brazilian Footwear
 

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09.10.2008
Setor de componentes para calçados debate perspectivas para 2009
 

O auditório da Fenac, em Novo Hamburgo/RS, foi palco, na tarde de 7 de outubro, para o evento Análise de Cenário para Planejamento Empresarial. A atividade foi promovida pela Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e abordou temas relativos ao momento atual e ao futuro da cadeia coureiro-calçadista.
O professor de Economia Industrial e Economia de Empresas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Hélio Henkin deu início ao evento ressaltando os potenciais do Brasil como o terceiro produtor de calçados do mundo e quinto maior exportador desse produto. Na sua análise, de 1994 até 2007, apenas nos anos 1996, 1999 e 2000 os calçados tiveram embarques superiores a outros produtos industrializados. Isso prova que a queda das exportações de calçados não é apenas efeito do câmbio, mas tem o agravante da concorrência internacional, especialmente do produto chinês. É o setor que mais tem sentido isso, afirmou.
O crescimento na produção de calçados deve ser afetado por esse contexto macroeconômico. A evolução, que em 2007 foi de 7,3% com relação ao ano anterior, deve ser de apenas 1,6% em 2008. Para ele, resta para a indústria nacional, aproveitar o potencial do mercado interno, reduzindo a sensibilidade às oscilações cambiais.

Riscos - Abordando as principais tendências macroeconômicas para 2009, Paulo Tenani, que é professor de finanças internacionais da Fundação Getúlio Vargas, fez um exercício que ele próprio julgou como futurologia. Destacando a volatilidade da bolsa do Brasil, que varia cerca de 12% ao mês, quase o triplo do registrado nos Estados Unidos e o dobro da média dos países emergentes, ele conceitua o País como uma nação de alto risco, mas também de alto retorno. Conforme ele, o fato das constantes oscilações cambiais se devem ao fato de trabalharmos com taxas flexíveis de câmbio, o que deve ser considerado normal em determinadas situações econômicas.
Agora na Ásia, o dólar está se depreciando e no Brasil e outros países emergentes de taxa flexíveis está se apreciando novamente. São países onde a moeda já tinha se depreciado muito no passado recente, explicou. Segundo ele, é momento de ajustar as contas internas para ficar menos sensível às oscilações externas. Sem ajuda do câmbio não vai ser fácil o Brasil sair dessa crise. Infelizmente, não trata-se de um cenário otimista, concluiu.
O terceiro painel tratou da relação política Estado x Mercado desde os primórdios do capitalismo. Paulo Moura, professor de Ciência Política da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e consultor de Comunicação e Análise Política, comentou que, de uma tendência pró-mercado registrada na década de 90, o mundo passa por uma era pró-Estado na entrada do milênio. Moura explicou que a crise se dá pela escassez de crédito no mercado mundial, decorrente da falta de confiança dos investidores, o que acentuaria a tendência de financiamento público.
Para as próximas eleições, o especialista projeta um páreo concorrido entre José Serra, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Dilma Roussef, do Partido dos Trabalhadores (PT). ''Imagino que a eleição sorri para Serra. Mas, assim como Lula abraçou a agenda de FHC para vencer, acredito que Serra abraçara agenda do atual presidente, projetou. Em suma, nenhuma mudança na política econômica a curto e médio prazo'', apontou.
 
 
Fonte: Exclusivo On Line
09/10/2008



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