A Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Artigos de Viagem (Abiacav) e a Frente Parlamentar em Defesa dos Setor Coureiro-Calçadista e Moveleiro estiveram reunidas na última terça-feira (6 de abril) no Ministério da Fazenda, quando solicitaram isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para artefatos de couro, como cintos, carteiras e bolsas. Atualmente, esses produtos pagam 10% de imposto, enquanto sintéticos e produtos importados estão isentos.
O deputado federal Renato Molling (PP/RS) preside a Frente Parlamentar em Defesa dos Setores Coureiro-Calçadista e esteve ao lado de lideranças do setor no encontro. O parlamentar ressaltou a importância da indústria de artefatos como geradora de emprego e renda. “Essas empresas têm grande capacidade de criar postos de trabalho, pois a maioria do processo de produção é artesanal, o que requer a contratação de muitas pessoas. Não é justo que a indústria seja penalizada, enquanto que produtos importados e outros que imitam couro sigam tendo tarifa diferenciada por parte do governo”, sublinhou.
No documento entregue pelas lideranças ao governo, o presidente da Abiacav, Vidal Veicer, disse que o setor enfrenta problemas por conta da carga de tributos e taxas incidentes sobre os produtos fabricados, o que encarece aqueles que fabricam legalmente. “O consumidor encontra na economia informal condições mais vantajosas, uma vez que vendedores clandestinos não recolhem tributos”, declarou.
Fonte: exclusivonline