Iniciativa, idealizada pelo IBTeC começa a tomar forma e deve ser localizada em Novo Hamburgo
O Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) começou a abrir caminho para o primeiro Centro de Referência em Engenharia para a Cadeia Coureiro-Calçadista. A implantação desta iniciativa vai demandar R$ 20 milhões, valores destinados principalmente à compra de equipamentos. Como o pleito destes recursos ficará na esfera federal, nos próximos dias será encaminhado projeto de proposição de emenda parlamentar para o presidente da bancada gaúcha na Câmara dos Deputados, Germano Bonow. A ideia é que a proposta entre no Orçamento da União de 2011, sendo o Centro de Referência já ativado em 2012, conforme o presidente do IBTeC, Rui Guerreiro.
Detalhamento - A implantação do Centro de Referência em Engenharia para a Cadeia Coureiro-Calçadista foi aprovada por unanimidade pelas entidades que são ligadas ao cluster calçadista. O projeto também foi detalhado nesta segunda-feira (9 de agosto) ao presidente do Conselho de Administração do Grupo Sinos, Mario Gusmão. Participaram do encontro, além de Guerreiro, Fatima Daudt (presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha), Susana Kakuta (membro do Conselho do IBTeC), o deputado federal Renato Molling, Ernani Reuter e Renato Kunst (membros do Conselho Fiscal do IBTeC), Marli Aumondi, diretora de Relações Institucionais do IBTeC, e Carlos Finck, secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia, Trabalho e Turismo de Novo Hamburgo.
Upgrade para os próximos 15 anos
De acordo com o presidente do IBTeC, a criação do Centro de Referência vai melhorar o que o instituto já faz pela indústria. “Será um upgrade para os próximos 15 anos em termos de tecnologia”, avisou Guerreiro, acrescentando que “hoje se diz muito que a tecnologia está disponível para todos, o que não é verdade”. O novo centro ficará no próprio IBTeC e não deve exigir construção civil, mas adequação dos espaços existentes. Além de equipamentos haverá também demanda por profissionais especializados (corpo docente deve ser ampliado), pois uma das tarefas será de provar na prática a funcionalidade da inovação. “Vamos materializar a ideia. Através de uma planta piloto, haverá uma produção seriada (prototipagem de pequenos lotes) para ratificar o que foi feito.”
Além disso, as empresas também poderão utilizar a estrutura para capacitar seus colaboradores. Com a tecnologia mais fortalecida, pretende-se agregar valor à produção, através da geração de produtos inovadores; aumentar os resultados das empresas e abrir o leque de mercados no exterior, pois se conseguirá via prestação de serviços avançados derrubar barreiras técnicas.
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Márcia Greiner/Jornal NH