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Brazilian Footwear
 

A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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24.03.2008
Qualidade é estratégia dos brasileiros para conquistar asiáticos na Fashion Access
 

Oito marcas brasileiras de calçados têm expectativas positivas para ampliar participação no mercado asiático, que tem se mostrado um grande atrativo para exportações. Levando na bagagem produtos de alto valor agregado, que aliam moda e conforto, as marcas Stéphanie Clássic, Bottero, Carrano, Dilly, Biondini, Lótus, Klin e Pampilli, desfilarão suas coleções na Fashion Access, em Hong Kong, de 31 de março a 2 de abril. A participação na mostra é organizada pelo Brazilian Footwear – Programa de Promoção às Exportações de Calçados, desenvolvido pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) em parceria com a ApexBrasil (Agência de Promoção às Exportações e Investimentos), ligada ao Governo Federal.

Organizada pela Asia Pacific Leather Fair, a mostra ocorrerá no Hong Kong Convention & Exhibition Centre, no centro de Wanchai, localizada no eixo do entretenimento e sempre movimentada comercialmente. A expectativa é que 16 mil compradores de mais de 90 países e regiões tenham os olhos voltados para as coleções de cerca de mil expositores.

Em março do ano passado, a feira já havia registrado uma participação significativa, tanto em expositores como em visitantes profissionais. Foram contabilizados 907 expositores e mais de 15 mil compradores, de 41 e 93 países, respectivamente. Dos importadores, 48% eram internacionais, 34% de Hong Kong e 18% da China.

Conforme Heitor Klein, diretor-executivo da Abicalçados, esta participação do Brazilian Footwear na Fashion Access é decorrente da missão realizada em outubro passado para a Ásia, com passagem pela feira, quando ficou decidida a participação já nesta edição de abril em função do potencial do evento. “O alvo dos exportadores brasileiros não se restringe a Hong Kong, mas alcança um conjunto de países da área, como Austrália, Filipinas, Japão e, é claro, a China”, assinalou.

APOSTAS - É por isso que a marca Stéphanie Clássic, fabricada por Calçados Q-Sonho, de Três Coroas, Sul do Brasil, aposta novamente no evento. Levando em torno de 180 modelos de sapatos femininos, todos fabricados em couro, a meta este ano é repetir os resultados positivos que a marca teve durante a participação informal na ediçaõ de outubro passado. “Já exportamos para países asiáticos, que vêm crescendo muito, queremos consolidar nosso produto lá em Hong Kong e em outros mercados, como Malásia, Cingapura, Japão”, sustenta o gerente de exportação da empresa brasileira, Fabio Augusto Spohr. Também Cingapura e Japão estão sob a mira das marcas Biondini e Lótus, representadas pela New Frontier. “Queremos consolidar negócios”, reforça Ana Klein, sócia-gerente da empresa.

Conhecer mais de perto o mercado para incrementar negócios está nos planos dos brasileiros.  É o que frisa a coordenadora de negócios internacionais da Pampilli, Silvana Rodrigues Silveira. Entre os lançamentos da empresa está um calçado ecológico especialmente para bebês e um sistema extra conforto nos calçados das meninas.

Também a participação da Dilly vem ao encontro da estréia da marca no mercado asiático. “Por ser a primeira coleção apresentada na Ásia, as expectativas são grandes, pois além de expormos o produto para este novo mercado, teremos também a oportunidade de observar mais de perto quais são os desejos de consumo destes clientes”, diz Caroline Baum, estilista da marca.

COMERCIALIZAÇÃO – A forma com que os expositores brasileiros vão comercializar seus produtos tem diferenças. O gerente de exportações da marca Carrano, Fernando Hecht Galhego, prospecta vendas diretas para boutiques ou para distribuidores que comercializem para esse perfil de lojas. Também a fabricante de calçados infantis Klin pretende contatar com lojistas e distribuidores para introduzir a marca na Ásia, como destaca o gerente de comércio exterior, Marcus Rosaboni.  A Klin, informa, apresenta uma coleção cheia de detalhes e inspirações do cotidiano infantil, que contemplam desde o bebê recém-nascido até crianças com 12 anos.
 
Já a Bottero, que participa pela primeira vez e aposta no potencial do mercado asiático, quer evitar os distribuidores, apostando somente na venda direta.  “Pretendemos trabalhar principalmente com lojistas, embora não tenhamos estipulado uma meta de pares ou valores”, reforça Charles Werb, acrescentando que a coleção da empresa tem cerca de 300 novos modelos para consumidoras jovens.

MERCADO - Mas por que investir na Ásia? A China é um mercado bastante atrativo para exportações e investimentos. A média de gasto, por habitante no país, é de US$ 6 mil por ano. Das 500 maiores empresas do mundo, 400 têm investimentos lá. Embora existam diferenças culturais, de idiomas e distância geográfica, o ambiente favorece uma presença brasileira mais ativa.

Assessoria de Comunicação Abicalçados/Brazilian Footwear
imprensa@abicalcados.com.br
24/03/2008

 



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