English  |  SpanishPágina Inicial  |  Mapa do Site  |  Busca    
     Abicalçados      Brazilian Footwear
Brazilian Footwear
 

A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
Aumentar / Diminuir Fonte  Enviar por Email  Imprimir
Da esquerda para a direita: Maurício Borges, Milton Cardoso, Abdala Jamil Abdala e Heitor Klein na coletiva de imprensa Da esquerda para a direita: Maurício Borges, Milton Cardoso, Abdala Jamil Abdala e Heitor Klein na coletiva de imprensa

zoom


15.07.2009
Preocupação e expectativa no setor calçadista
 

O setor calçadista está em compasso de espera para a decisão do Governo Federal em implantar medidas de proteção à entrada de calçados procedentes da China. O processo de investigação de dumping, iniciado no início do ano, está em fase de avaliação por parte dos técnicos do Departamento de Comércio Exterior. Segundo Milton Cardoso, é urgente esta definição, uma vez que o alto volume de produtos vindos do Oriente ceifou 42 mil empregos no último trimestre de 2008. Estas informações foram passadas hoje (15), em entrevista coletiva na Francal 2009, que acontece até o dia 17, no Parque Anhembi, em São Paulo/SP. Em contrapartida, há forte expectativa de que o segundo semestre tenha uma reação positiva, a partir da feira paulista. Para Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras, esta edição está demonstrando uma reação mais positiva em comparação ao evento do ano passado, enfatizando que o segundo semestre normalmente é o período de maior venda do ano.

O dirigente da Abicalçados reforça que, caso haja ações de proteção ao mercado, é possível que o setor retome os empregos perdidos no ano passado, agregando ainda novos postos de trabalho. “Em 12 meses, poderíamos contratar 60 mil trabalhadores”, estima.
Segundo sua avaliação, há um movimento forte de entrada de calçados esportivos no Brasil nos últimos meses, causado pela decisão dos grandes importadores de marcas globais, de colocarem seus estoques na América Central e da América Latina, em países que ainda têm forte atividade industrial, como no caso do Brasil e Argentina. “O balanço contábil destas empresas mostra que suas vendas caíram na Europa e Estados Unidos e que cresceram nas regiões latinas, num momento em que as moedas não estimulariam este comércio”, analisa.

Competição – Contudo, Milton Cardoso reforça que o Brasil não teme a concorrência leal, exemplificando o acordo de intenções firmado entre as associações brasileira e italiana, em julho do ano passado, para a redução das tarifas de importação. O sapato italiano, para entrar no Brasil, paga uma taxa de 35%, enquanto a Europa cobra, em média, 12% de imposto de importação para o calçado made in Brazil. “Nós estamos pedindo que estas taxas tenham redução para zero por cento. E notem que a Itália é o segundo maior fabricante de calçados do mundo”, aponta. A implantação do pedido depende de negociações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), que estão em tramitação.

Para Milton Cardoso, a competição é a maneira de incentivar o setor a crescer, a desenvolver novos e melhores produtos. “Mas somos contra a concorrência com países que utilizam políticas industriais que aviltam o trabalhador e suas condições de saúde e segurança, com o pagamento de salários que não chega a US$ 50 dólares por mês”. Segundo ele, a indústria calçadista chinesa é forte porque se utiliza de condições pré-industriais de trabalho. Além disto, não tem marcas próprias, não desenvolve nenhum produto por sua própria iniciativa e apenas produz para as grandes empresas americanas e européias. O Brasil, ao contrário, detém todo o processo de desenvolvimento de componentes e de máquinas, tem marcas fortes e consolidadas. “Temos uma incrível capacidade de geração de emprego e renda, com absoluto respeito aos direitos trabalhistas”, destaca.

Promoção – Apesar das pressões da moeda americana e da concorrência com o Oriente, as empresas brasileiras não deixaram de investir tanto dentro da fábrica, com o aprimoramento da produção e da qualidade, quanto para fora das fronteiras. Apoiadas pela Abicalçados, através do Brazilian Footwear – Programa de Promoção às Exportações – desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil, dezenas de marcas nacionais estão participando de várias ações no Brasil e no exterior para ampliar a base exportadora e de países compradores. Maurício Borges, diretor da Apex-Brasil, declarou que o setor calçadista já é referencial para a criação e desenvolvimento de novas ações dentro da agência.

Nesta quinta-feira (16), a Abicalçados irá apresentar aos associados do Brazilian Footwear as novas atividades para o segundo semestre. O encontro será no estande da entidade, a partir das 8h30min.

ASCom Abicalçados/Brazilian Footwear

Elizabeth Renz – imprensa@abicalcados.com.br
Caren Souza – caren@abicalcados.com.br

15/07/2009



Ver todas as notícias