Estimativa é do presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira
Cruzando dados da Organização Mundial das Agências de Promoção de Investimentos, da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), do Banco Mundial, e de bancos centrais de diversos países, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, informou que, em 2010, o Brasil deve atrair cerca de US$ 40 bilhões em investimentos estrangeiros diretos. O número posicionaria o país como um dos mais competitivos em atração de investimentos, superando Rússia e Índia.
Durante entrevista coletiva para 21 veículos da imprensa nacional e estrangeira, realizada nesta segunda-feira (14/12), na sede da Apex-Brasil, em Brasília, Teixeira revelou que, em 2008, o mundo atraiu US$ 1,8 trilhão em investimentos. Em 2009, a crise derrubou o número para US$ 1,2 trilhão. Em 2010, a previsão é de recuperação da economia, a partir do segundo semestre, levando os investimentos mundiais a US$ 1,5 trilhão.
“Países como China, Índia e Brasil serão os responsáveis por essa recuperação. Percebemos uma queda média de 60% na capacidade de atração de investimentos de países como França e Inglaterra. O Brasil deverá atrair US$ 40 bilhões em 2010, a Índia, US$ 36 bilhões e a Rússia US$ 40 bilhões. A China, mais de US$ 100 bilhões”, explicou Teixeira.
O país que mais perdeu competitividade na atração de investimentos foi os Estados Unidos que, em 2008, atraiu US$ 319 bilhões, e fechará 2009 com US$ 120 bilhões. No ano que vem, com a recuperação econômica, os norte-americanos atrairão US$ 170 bilhões.
Balanço - Teixeira apresentou os principais resultados da Apex-Brasil em 2009: a Agência apoiou 9,4 mil empresas de 74 setores da economia brasileira e foi responsável por 15,61% das exportações do país, o equivalente a US$ 23,67 bilhões. Além disso, capacitou 2,4 mil empresas para a exportação, por meio do Projeto de Extensão Industrial Exportadora, e implantou três projetos de atração de investimentos nos estados (Pernambuco, Bahia, Pará e Minas Gerais). A Agência gerou, também, exportações em cinco centros de negócios, localizados em Miami, Havana, Dubai, Pequim e Varsóvia, e planeja a abertura de mais três, em Bruxelas, Luanda e Moscou. Realizou 842 eventos, entre missões comerciais, feiras, projetos compradores e vendedores, e de imagem do país no exterior.
No âmbito de organizações internacionais, foi eleita pelo Banco Mundial a segunda melhor agência no mundo em atendimento a investidores e assumiu a presidência da Rede Ibero-Americana de Organismos de Promoção Comercial (Redibero). Em 2008, a agência havia sido eleita para a presidência da Organização Mundial das Agências de Promoção de Investimentos (Waipa).
Exportações - Assim como nos investimentos, o presidente da Apex-Brasil espera uma recuperação das exportações brasileiras no ano que vem. Segundo Teixeira, para atingir a meta de US$ 168 bilhões em exportações estipulada pelo governo, a Agência auxiliará os setores da economia com informações sobre os mercados prioritários e com a resolução de alguns problemas na exportação.
"Além do trabalho constante de promoção das exportações e de atração de investimentos, vamos modernizar nossa gestão dos sistemas de informação, incentivar as exportações de micro e pequenas empresas por meio das tradings e das comerciais exportadoras e fomentar o processo de internacionalização das empresas brasileiras”, informou Teixeira.
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