As esteiras produtivas das empresas do polo calçadista de Nova Serrana nunca tiveram tanto trabalho quanto em 2009. Ao longo do ano, as 850 indústrias do parque produtivo foram responsáveis pela produção de 90 milhões de pares de calçados, batendo recorde de fabricação. Entre os calçados estão sandálias, sapatilhas, chinelos, botas, injetados e tênis, muitos tênis.
O crescimento de cerca de 12% no volume de produção se deve, segundo o presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria do Calçado de Nova Serrana – Sindinova, Ramon Alves Amaral, ao amadurecimento profissional dos industriais, à qualidade e competitividade dos calçados produzidos no polo e, principalmente, ao aumento do poder aquisitivo das classes C e D. “Com a atual política do governo, o povo tem aumentado a cada ano seu poder de compra e isso beneficia diretamente aqueles setores que dedicam sua produção para as classes C e D, como é o caso de Nova Serrana”, comemorou Amaral.
De acordo com o recente estudo realizado pelo Sindinova em parceria com a Fiemg, através do IEL, “Perfil Industrial Nova Serrana – 2009”, 94% das empresas do polo estão enquadradas no perfil de micro e pequenas empresas, sendo que aproximadamente 19,3% delas opera com menos da metade de sua capacidade produtiva. Isso indica que o volume de calçados fabricado no polo tem potencial para ser ainda maior, avalia o presidente do Sindinova.
China em baixa
Outro aspecto que já começa a favorecer as indústrias calçadistas de Nova Serrana é a recente medida antidumping aprovada pela Câmara de Comércio Exterior – Camex -, que aprovou a solicitação da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados – Abicalçados -, para que a importação de calçados chineses tenha alíquota de US$ 12,47, mais taxas. “Assim que a medida passou a vigorar, as indústrias de Nova Serrana já começaram a sentir o resultado. Os produtos que tiveram sua alíquota aumentada são exatamente aqueles que concorrem diretamente com os fabricados em Nova Serrana. E nós estamos preparados para atender às demandas do mercado interno”, apontou Amaral.
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