Esta foi a promessa que o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, fez durante reunião com empresários do setor calçadista realizada hoje (27), em São Paulo/SP. O encontro ocorreu após a abertura oficial da Francal 2011, feira internacional que reúne mais de mil expositores nos pavilhões do Anhembi. A fiscalização mais rigorosa será nos Certificados de Origem, documentação exigida para a entrada de produtos no Brasil e que hoje não é devidamente conferida pelos órgãos do Governo, principalmente a Receita Federal. “Esta (documentos falsos) é outra forma de praticar a triangulação e cuja medida de restrição é muito simples, singela até, de adotar”, explica Milton Cardoso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Conforme o dirigente, para burlar a atual tarifa antidumping aplicada sobrer os calçados procedentes da China, os exportadores forjam um certificado colocando no papel outra nacionalidade. “É por isto que não fecha a comparação dos dados das exportações chinesas com as importações brasileiras. A China diz que embarcou para o Brasil 13 mil toneladas, enquanto nós compramos 3 mil toneladas. Onde estão as restantes 10 mil toneladas?”, questiona.
Mais cedo, na abertura da Francal 2011, Milton Cardoso havia feito um contundente alerta sobre o perigo de haver mais desemprego no setor, a exemplo do que ocorreu em 2008, quando 42 mil vagas foram perdidas por conta do aumento das importações de calçados. O alerta foi mais expressivo após verificar-se que em maio deste ano houve a perda de 3.419 vagas em comparação a abril.
Segundo o presidente da Abicalçados, o Governo deverá adotar as medidas de fiscalização ainda esta semana.
ASCom Abicalçados/Brazilian Foowear
27/06/2011