Com investimento de R$ 1,3 milhão e tecnologia de última geração, as indústrias brasileiras passam a contar com o primeiro laboratório para análise de substâncias nocivas. A inauguração do Laboratório Instrumental de Análises de Substâncias Restritivas Renato Kunst – em homenagem ao presidente do Conselho de Administração da Artecola, um dos incentivadores de pesquisa e tecnologia – ocorreu no dia 17 de novembro. O espaço está sediado no Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), em Novo Hamburgo/RS.
O novo laboratório terá condições de detectar a concentração dos elementos como níquel, cádmio, chumbo, antimônio, arsênio, cobre, magnésio, cálcio e cromo nos mais diversos materiais. A presença de um nível elevado destas substâncias pode provocar danos à saúde do consumidor ou mesmo ao meio ambiente. O presidente do IBTeC, Rui Guerreiro, conta que “a exigência do controle destas substâncias no exterior existe há cerca de cinco anos, sendo intensificada no último ano”. Esse procedimento obrigava parte da indústria nacional a buscar o serviço em outros países, principalmente empresas com exportações destinadas à Europa.
Inicialmente, o trabalho será realizado para a indústria calçadista, sendo depois incorporados outros segmentos. “Também poderemos fazer análises para as indústrias dos setores automobilístico, farmacêutico ou de brinquedos, apontando níveis que possam comprometer a segurança do consumidor”, diz a engenheira química Carmen Buffon, do Controle da Qualidade do IBTeC.
O laboratório é resultado de um investimento conjunto entre Financiadora de Estudos e Pesquisas do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), IBTeC e iniciativa privada, com participação de Calçados Malu, Henrich Calçados, Beira Rio e Calçados Wirth.
ASCom Abicalçados/Brazilian Footwear