Embarques registram queda de 25% até agosto
As exportações brasileiras de calçados seguem em ritmo de queda. De janeiro a agosto de 2011, o setor registrou redução de 25% no volume embarcado, na comparação com igual período de 2010. Segundo dados da Abicalçados, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os fabricantes nacionais exportaram 74 milhões de pares contra os 99 milhões enviados ao exterior em igual período do ano passado. O faturamento de janeiro a agosto de 2011 foi de US$ 879 milhões ante US$ 1 bilhão comercializado nos primeiros oito meses de 2010, queda de 14% na receita.
Ceará lidera queda - Um dos principais Estados exportadores do País, o Ceará continua liderando o índice de queda do volume embarcado e reduziu em 37% o volume de pares exportados e ficou em terceiro lugar quando se trata da retração do faturamento, cuja diminuição ficou em 12%. A queda nas divisas foi ainda maior no Rio Grande do Sul, que registrou diminuição de 21% e 27% no volume comercializado.
Volume importado da Indonésia aumentou 81%
Uma variação de 81%. Este é o resultado do volume importado da Indonésia de janeiro a agosto de 2011. Logo atrás, outro país que não é tradicional produtor de sapatos, o Vietnã, registrou uma variação de 45% no mesmo período. Em contrapartida, a China registrou variação de apenas 4% na quantidade de pares enviados para o Brasil no acumulado dos oito meses. As estatísticas são resultado da c0mpra de 24 milhões de pares estrangeiros em 2011, que custaram US$ 290,8 milhões.
A maior parte do volume importado veio da China, de onde foram importados 8,1 milhões de pares, o equivalente a US$ 50,9 milhões.
Sintéticos em primeiro lugar - Os calçados com cabedal sintético lideraram a maior fatia dos produtos importados de janeiro a agosto de 2011. Durante este período, o Brasil adquiriu 9,4 milhões de pares deste tipo de calçados, o que representou 39% do total das importações de sapatos.
Outro tipo de sapato que desponta nas importações é o calçado com cabedal têxtil. Este ano entraram no Brasil 6,4 milhões de pares, o equivalente a 27%. Também tiveram presença nas importações os calçados com cabedal com couro natural e cabedal injetado, além de outros tipos.
Balança comercial: Saldo negativo de 28,7%
De janeiro a agosto deste ano, o total das exportações foi de US$ 879 milhões, retração de 14,1% na comparação com igual período de 2010. As importações chegaram a US$ 290,8 milhões, o que gerou uma alta de 46,9%. O saldo da balança comercial ficou em US$ 588,1 milhões, redução de 28,7%. A corrente de comércio registrou queda de 4,2%, com US$ 1,2 bilhão.
EXPORTAÇÃO: -14,1%
IMPORTAÇÃO: +46,9%
SALDO DA BALANÇA: -28,7%
Empregos têm leve recuperação em julho
A indústria calçadista registrou leve alta nos empregos no mês de julho. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mês apresentou saldo positivo de 3.738 postos formais, demonstrando certa recuperação em relação ao mês anterior onde o setor computou perda de 1.715 postos de trabalho. Nos primeiros sete meses deste ano, o saldo ficou em 18.265 novos postos, número bem inferior se comparado a igual período do ano passado, que contabilizou 42.336 empregos gerados . No acumulado do ano, foram computados 367 mil postos de trabalho formais, alta de 1,5% em comparação ao mesmo período do ano passado (362 mil postos). Em relação ao mês anterior a elevação foi de 1%.
Estados – O Ceará continua puxando a queda dos empregos entre os Estados produtores. De janeiro a julho, a indústria cearense teve redução de 1,3 mil empregos . Atrás vem a Paraíba, que fechou 381 postos de trabalho. Em contrapartida, São Paulo liderou a abertura de novos empregos: foram 10.487 nos primeiros sete meses de 2011, seguido pelo Rio Grande do Sul, que gerou 4.907 postos de trabalho no período.
Produção segue em queda de 9,1%
O setor calçadista segue acumulando perdas. De janeiro a julho deste ano, a produção industrial apresentou retração de 9,1% em comparação a igual período do ano passado, o que reforça o alerta de que está havendo uma desindustrialização no setor. A pesquisa de produção física industrial do IBGE apresenta indicadores de curto prazo relativos ao comportamento de produto real das indústrias extrativas e de transformação.
ASCom Abicalçados
Elizabeth Renz
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