Düsseldorf/Alemanha - Embora a movimentação de visitantes tenha sido regular, os expositores brasileiros fecharam negócios com boa parte dos clientes que receberam durante a GDS – feira setorial de calçados, que começou sexta-feira (12) e encerrou-se hoje (14) em Düsseldorf/Alemanha. Foram 19 empresas que participaram através do Brazilian Footwear – Programa de Apoio às Exportações, desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a Agência de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Seis destes expositores estiveram em espaços individuais, e os demais em estande coletivo. Foram concretizados US$ 2,5 milhões em negócios com compradores de 24 diferentes países. A previsão para os próximos 12 meses é de chegar a US$ 28,3 milhões em vendas.
“O evento foi muito positivo e todos os expositores que fizeram seu trabalho pré-feira estão vendendo”, destacou Vivian Laube, assessora de marketing do Brazilian Footwear. A responsável pela participação dos brasileiros na mostra lembrou que todos aqueles que fazem um trabalho contínuo nestes mercados que comparecem ao evento sempre apresentam bons resultados. “Os fabricantes, sobretudo aqueles que trabalham através de distribuidores, estão sempre colhendo seus resultados. Mesmo quem vende calçados em material sintético encontra um bom espaço para trabalhar aqui”, apontou, mencionando que a localização no hall 6, junto às tradicionais marcas de conforto, foi mais um ponto positivo observado pelos expositores.
Feira atendeu expectativas
Para a marca de calçados masculinos Pegada (Parobé/RS) esses dias serviram não apenas para atender os clientes tradicionais, principalmente do Oriente Médio, mas também para desbravar novos mercados, como Alemanha e Inglaterra. “A feira foi realmente muito boa, só tive pontos positivos aqui. Creio que esta localização também foi excelente em função do movimento do hall 6”, sublinhou Juliano Fontes, do departamento de exportação da empresa. Ele sustentou ainda que, entre seus clientes, percebeu uma mudança de perfil. “Parece que os compradores estão muito mais focados, vindo somente quando têm interesse em comprar”, ressaltou.
A mesma opinião é compartilhada pela marca de calçados infantis Pampili (Birigui/SP). Conforme a gerente de exportação Silvana Santos, a empresa alinhavou diversos pedidos com compradores novos e também com os tradicionais, oriundos do Chipre, Grécia, Turquia, Emirados Árabes e Líbano. “A GDS é interessante principalmente em função dos lojistas árabes, que não costumam ir a outras feiras”, sustentou Silvana.
Espaço para novos contatos
Participante da GDS há bastante tempo, a Ramarim (Nova Hartz/RS) está seguindo o ritmo estabelecido pelas edições anteriores. “A cada GDS fazemos pelo menos dois contatos novos, que depois resultam em negócios com bom retorno. Aqui também aproveitamos para receber alguns compradores que não vão a outras feiras na Europa e para achar novos distribuidores para o produto”, explicou Magale Kich, do departamento de exportação.
“Nós estamos muito satisfeitos com a GDS”, resumiu Fabiano Pizzato, gerente de exportação da Beira Rio (Novo Hamburgo/RS). Para a empresa, a feira ocorreu totalmente dentro do planejamento. “Recebemos uma série de clientes que contatamos com antecedência e fechamos negócios que estávamos planejando”, justificou, ressaltando também que a GDS é considerada uma feira de posicionamento. “Para nossos compradores, é importante estarmos aqui.”
Participaram da mostra as empresas Pegada, Ramarim, Piccadilly, Nicolla Mezzi, Tryon, Malu, Klin, Bottero, Pé com Pé, Kidy, Bical e Pampili (reunidas em estande coletivo) e Grendene, Via Uno, Miezko, Anatomic & Co, Beira Rio, Sapatoterapia e Democrata – que expuseram em espaços individuais. Todas elas tiveram o apoio do Brazilian Footwear.
Caren Souza
Assessora de Comunicação Abicaçalçados/Brazilian Footwear
14/03/2010