A 34ª Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), que acontece entre os dias 13 e 16 de abril, em Novo Hamburgo/RS, é aguardada com ansiedade por um dos setores que mais sofreu com a recessão mundial ao longo de 2009: o coureiro-calçadista. Com mais de 1,2 mil expositores, a segunda maior feira deste segmento no mundo espera receber mais de 50 mil visitantes de todas as partes do Brasil e dos principais mercados internacionais.
Ricardo Michaelsen, presidente da Fenac, que promove a mostra, ressalta que a Fimec deve ser a “bola da vez” para a retomada dos negócios de toda a cadeia. “As notícias deste início de ano estão muito boas. Sentimos que o mercado interno está aquecido, com recuperação dos empregos”, afirma. Por outro lado, no mercado internacional ele não demonstra tanto otimismo, embora admita que o mesmo também inicia sua recuperação de forma gradativa. Michaelsen projeta que a 34ª edição da feira deve ser superior a de 2009, até porque naquele momento se estava no olho da crise financeira internacional. “Não temos números fechados, mas estimamos ter um incremento entre 20 e 30% nos negócios da Fimec”, prevê.
Todos os setores que participam a Fimec se mostram otimistas. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Heitor Schreiber, salienta que a feira representa um princípio de retomada dos negócios para toda a cadeia coureiro-calçadista. “Temos vários indicativos de que o mercado está aquecido e deve responder bem”, afirma. A Abrameq promove, durante a Fimec, mais uma edição do Projeto Comprador, que deve atrair compradores de diversos continentes, principalmente da América Latina. “Apesar das dificuldades de vender com a atual cotação do dólar, esperamos um aumento nos negócios com importadores”, acrescenta Schreiber. Dos mais de 1,2 mil expositores, 337 serão de máquinas e equipamentos para couro e calçados.
O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Luis Amaral, avalia que a Fimec é o lugar ideal para efetuar excelentes negócios e consolidar parcerias com empresas nacionais ou estrangeiras dispostas a negociar e conhecer novos produtos e fornecedores. Para os curtumeiros o otimismo é menor. Apesar de estarem embalados por um início de ano promissor, com incremento de 59,1% nas exportações do bimestre, ressaltam que o momento ainda é de cautela.
De acordo com o presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Wolfgang Goerlich, a feira, historicamente, não se caracteriza por ser uma mostra de concretização de negócios. “Os curtumes que participam da mostra esperam, em primeiro lugar, atender clientes da região e estreitar relacionamentos”, comenta o dirigente, ressaltando que, por outro lado, o número de contatos, tanto com compradores brasileiros como com importadores, deve crescer. “O mercado de couro está mais comprador”, enfatiza. Na Fimec 2010 estarão expondo 59 curtumes.
Diego Rosinha/Jornal Exclusivo