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A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
15.10.2008 Faturamento cai 15,75% em setembro. Já as importações continuam crescendo Faltando poucos meses para o final do ano, o saldo da balança comercial do setor calçadista não é animador, visto que está caindo nos últimos meses. Enquanto as exportações registram quedas consecutivas desde o início do ano, as importações continuam sua trajetória ascendente, desempenho que a Abicalçados vem divulgando e alertando para seus efeitos negativos. De janeiro a setembro deste ano, os embarques caíram 3,7% no volume, enquanto a entrada de calçados do exterior foi 54,8% maior. “O volume exportado, mesmo caindo, está registrando um desempenho surpreendente diante das dificuldades cambiais dos últimos tempos, fruto do dinamismo, da capacidade e da competência dos empresários, que não desistiram de investir no mercado internacional”, assinala Milton Cardoso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Segundo os dados da Abicalçados, com base nos números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no acumulado do ano o Brasil exportou 127,6 milhões de pares, com divisas de US$ 1,452 bilhão. Comparativamente ao mesmo período do ano passado, foi constatada queda de 3,7% em volume exportado e alta de 0,3% em faturamento. Os exportadores embarcaram 132,6 milhões de pares e obtiveram recursos da ordem de US$ 1,448 bilhão de janeiro a setembro de 2007. A Abicalçados alerta, porém, que os empresários perdem duplamente. Levando-se em conta o faturamento revertido em reais, a queda foi de 15,75%, uma vez que os embarques somaram R$ 2,4 bilhões nos nove meses de 2008, enquanto no mesmo período de 2007 a receita ficou em R$ 2,8 bilhões. Já as importações estão se tornando uma preocupação cada vez maior para os calçadistas brasileiros. Milton Cardoso assinala que o crescimento das importações é causa direta para a queda no nível de emprego, divulgada no último dia 10 pelo IBGE, que apontou redução no pessoal ocupado de 3,14% no mês e de 9,61% no acumulado de 12 meses. “O vigor do mercado interno, que registrou crescimento de 17% no consumo de calçados e têxteis, refletiu-se em benefício exclusivo para a indústria asiática, de onde vem a maior parte dos importados”, sublinhou. Até setembro, o Brasil importou 30,8 milhões de pares, equivalentes a US$ 231,9 milhões, contra 19,9 milhões de pares nos primeiros nove meses de 2007, que representam US$ 151,9 milhões. Até agora, já entrou em solo brasileiro um volume maior do que em todo o ano de 2007, quando importamos um total de 28,6 milhões de pares. A maior parte das importações é oriunda da Ásia, principalmente da China. De janeiro a setembro, foram 26,7 milhões de pares chineses que entraram no País. O segundo maior fornecedor neste período foi o Vietnã, de onde vieram 2,3 milhões de pares, e em terceiro lugar aparece a Indonésia, com 591,2 mil pares vendidos aos brasileiros. “A invasão de produtos importados no mercado brasileiro, sobretudo os excedentes gerados pela redução de consumo em fortes mercados compradores, é que está afetando diretamente nossa indústria”, declara Cardoso. Mercados - Os Estados Unidos continuam sendo o principal comprador do calçado brasileiro. No acumulado do ano, os americanos compraram 29,8 milhões de pares, que geraram faturamento de US$ 380 milhões, equivalendo a 26,2% do total faturado. O preço médio para os norte-americanos foi de US$ 12,73 no período. Em segundo lugar figura o Reino Unido, para onde o Brasil enviou oito milhões de pares de janeiro a setembro, gerando recursos da ordem de US$ 197 milhões e preço médio de US$ 24,51 – o mercado inglês representa 13,6% do total. O terceiro lugar do ranking é ocupado pela Argentina – o país vizinho importou 13,4 milhões de pares no acumulado do ano, por um preço médio de US$ 11,31, com receita de US$ 152 milhões (10,5% do total). A Itália aparece na quarta posição, com a compra de 5,4 milhões de pares, ao preço médio de US$ 19,68 e receita de US$ 108,1 milhões. Com estes valores, o mercado italiano é responsável por 7,5% do faturamento das exportações brasileiras. O vice-presidente da Abicalçados, Ricardo Wirth, reitera que os números negativos relativos às exportações ainda não são reflexo da crise mundial que tem afetado as bolsas de valores e ocasionado a disparada do dólar. “Para a indústria calçadista, que produz de acordo com as temporadas de moda, os efeitos serão ser mensurados na sua totalidade a partir de janeiro, quando ocorrerão os embarques dos pedidos que estão sendo gerados agora”, frisa. Estados – Desmembrando o mapa das exportações de calçados pelos Estados produtores, observa-se muitos contrastes. O Rio Grande do Sul segue liderando em faturamento, atingindo US$ 868,7 milhões de janeiro a setembro, mesmo com queda de 6,48% em receita. Os fabricantes gaúchos embarcaram 40,4 milhões de pares no período, o que significou uma queda de 25,34% em comparação a igual período do ano passado. Já o Ceará lidera em volume embarcado. Foram 44,5 milhões de pares, resultando numa receita de US$ 265,3 milhões. Os cearenses tiveram desempenho positivo tanto em volume, com alta de 10,97%, quanto em cifras, com elevação de 15,31% em relação ao ano passado. São Paulo, por sua vez, registrou a maior queda em volume: foram 30,61% de decréscimo em relação ao acumulado do ano passado, com o embarque de 8,3 milhões de pares. O faturamento caiu 5,85% de janeiro a setembro, e foi de US$ 140,5 milhões. Embora tenha proporções muito menores em relação a outros exportadores, a Paraíba foi o Estado que mais cresceu no período. De lá, embarcaram 18,7 milhões de pares, gerando um acréscimo de 53,45%. As divisas, por sua vez, aumentaram 72,26%, chegando a um faturamento de US$ 57,1 milhões. A Bahia também teve desempenho positivo em volume, que subiu na ordem de 37,22%, com o embarque de 6,4 milhões de pares. Em termos monetários, foi registrada alta de 11,43%, com saldo de US$ 66,4 milhões. Os dados das exportações e das importações de calçados podem ser acessados no link estatísticas do site da Abicalçados: http://www.abicalcados.com.br/estatisticas.html ASCOM Abicalçados / Brazilian Footwear Elizabeth Renz imprensa@abicalcados.com.br Caren Souza caren@abicalcados.com.br 51 35947011 15 de outubro de 2008
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