English  |  SpanishPágina Inicial  |  Mapa do Site  |  Busca    
     Abicalçados      Brazilian Footwear
Consumindo de Salto Alto
 

A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
Aumentar / Diminuir Fonte  Enviar por Email  Imprimir

zoom


22.02.2011
Exportações para a America Latina podem crescer em 2011
 

Esta é a expectativa para a maioria dos 15 expositores brasileiros que participaram da Internacional Footwear and Leather Show (IFLS), que ocorreu de 15 a 18 de fevereiro, em Bogotá/Colômbia. As empresas realizaram uma série de contatos com visitantes de todos os países da Região, incluíndo Estados Unidos e França,que resultaram em negócios ainda na feira e com a certeza de continuidade nos próximos meses. Segundo Michela Gabriel, do setor de exportação da Pampili (Birigui/SP) esta foi a melhor das quatro edições de que participou. Ela alterou o sistema de comercialização, passando a vender direto para o lojista. “Não encontrei um distribuidor com o perfil adequado e estamos dando mais atenção ao cliente, o que nos rendeu excelentes resultados”, aponta. A partir de maio, os calçados infantis produzidos pela Pampili deverão chegar à costa da Colômbia e para uma rede de lojas de Bogotá. “Fiz também bons contatos com Equador e Venezuela”.

A presença das empresas na IFLS foi uma ação do Brazilian Footwear – Programa de Promoção às Exportações, desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A organização ficou a cargo da Francal Feiras (São Paulo/SP).

Outra empresa que comemorou os resultados, apesar desta ter sido sua primeira participação, foi a Free Way (Franca/SP). Luis Eduardo Pereira, do setor de marketing, anunciou que fechou pedidos com três grandes redes da Colômbia, que somam mais de 400 lojas. “Só estava faltando este país para termos um mapa completo de distribuição da marca nesta Região. O próximo passo será o Chile e a Argentina”, comenta. No Uruguai, por exemplo, a marca está entre as mais vendidas no seu segmento, o de calçados masculinos casuais. Atualmente, 70% do total das exportações é destinado à America Latina. “No ano passado, embarcamos 15% de toda a produção, o que já significou um acréscimo de 50% sobre o ano anterior, quando exportávamos 10%. Nossa meta agora é elevarmos um pouco mais este percentual”, estima Pereira.

Carlos Becker, agente de negócios da Status Calçados (Igrejinha/RS), fabricante da marca Capelli Rossi, também ressalta que esta primeira participação possibilitou boas perspectivas. Além de ter concretizado uma parceria com um distribuidor na Colômbia, fechou negócios com clientes tradicionais da Venezuela, da Costa Rica e do Equador, cuja rede tem lojas também nos Estados Unidos. Para esta região, Becker está elaborando três propostas de trabalho, a começar pela pronta entrega, cuja grade de pedidos não precisa ser tão extensa. O segundo projeto será o de atuar com clientes específicos que querem produtos pontuais, grandes volumes e preço e o terceiro ainda está em fase de negociação.

A efetivação do processo exportador da Pipper (Franca/SP) inicia a partir da presença na IFLS. O diretor Ricardo Carrera, explica que os embarques eram esporádicos e que a empresa implantou um processo de mudanças internas que apontaram a necessidade de ampliar a presença no exterior. Como resultado, a Pipper estabeleceu, durante a feira, uma parceria com distribuidor local que iniciará a inserção da marca na Colômbia. “Nós trouxemos a modelagem e os preços ajustados para este mercado e temos excelentes expectativas”, assinalou.
 
A coordenadora de marketing do Brazilian Footwear, Vivian Laube, aponta que os expressivos resultados obtidos foi decorrência da postura adotada pelas empresas associadas ao Programa, que estão investindo cada vez mais em modelagem de alta qualidade e adaptada ao público consumidor. A pesar de o preço ser uma das principais preocupações na hora do fechamento do pedido, a relação custo- benefício tem falado mais alto. “Estamos notando que os importadores não querem atuar somente na Ásia, e o Brasil tem sido um parceiro de confiança”, explica. A avaliação da executiva vem ao encontro da opinião de Carolina Müller, da área internacional da Ramarim (Nova Hartz/RS). Os produtos da marca, mesmo com preços mais elevados em relação aos concorrentes, é líder de vendas na Bolívia. “O consumidor passa a reconhecer na marca um investimento, mesmo se seu poder aquisitivo é menor”. A partir de maio, a coleção de inverno da empresa será vista em lojas como a Calzatodo. “Também a Hush Puppies ampliou o número de linhas da Ramarim, o que demonstra que estamos no caminho certo ao investir em conforto”, aponta.

A definição das amostras que passarão a fazer parte das vitrinas da rede Vellez, uma das mais importantes da Colômbia, foi comemorada por Giuseppe Del Vecchio, representante da marca Huberto S. Müller, fabricada pela Miúcha (Três Coroas/RS). “Após a Micam, que acontece em março, na Itália, retorno a Colômbia para as negociações finais”.
 
Posicionamento – Outros fatores positivos apontados pelos expositores brasileiros foram a localização e o novo projeto arquitetônico do estande coletivo, localizado no pavilhão 6 da Corferias. O espaço foi construído de acordo com o posicionamento do Brazilian Footwear, com as cores e as imagens da atual campanha publicitária. “Fomos apontados como um dos estandes mais bonitos da mostra”, comemora Vivian.
 
Malu Fiorese, gerente de negócios da Francal Feiras, organizadora da presença brasileira da IFLS, destaca que a maior parte dos brasileiros renovou a participação para a próxima edição, que ocorre de 2 a 5 de agosto. “Vamos procurar manter esta localização e acomodar as empresas que ficaram na lista de espera”.

Elizabeth Renz
ASCom Abicalçados/Brazilian Footwear
22/02/2011



Ver todas as notícias