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A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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26.04.2011
Exportação de calçados cai 33,8% no primeiro trimestre
 

Seguindo o ritmo observado desde o início do ano, o mês de março deu continuidade à sequência de quedas nas exportações de calçados. De janeiro a março, a quantidade de pares exportados caiu 33,8% em comparação a igual período do ano passado, sendo que o faturamento também obteve retração, de 15,8%. Este ano, foram embarcados 32,7 milhões de pares, gerando divisas de US$ 356,7 milhões, enquanto no período correspondente de 2010 foram exportados 49,4 milhões de pares, com receita de US$ 423,6 milhões. Os dados são elaborados pela Abicalçados, a partir dos números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao MDIC.

Assim como observado em fevereiro, a principal causa do retrocesso nas exportações é o real valorizado frente ao dólar, que faz com que os preços praticados pelo Brasil disparem, perdendo competitividade junto ao mercado internacional. No acumulado de janeiro a março, o preço médio apresentou elevação de 27%, passando de US$ 8,57 para US$ 10,90.

Estados Unidos compram cada vez menos

Como já pode ser observado há muitos anos, os Estados Unidos continuam sendo os principais compradores do calçado brasileiro, porém as diferenças de volume e faturamento gerados por este país estão ficando, gradativamente, cada vez menores em relação aos outros mercados. No acumulado dos três primeiros meses do ano, os norte-americanos adquiriram 4 milhões de pares, gerando divisas de US$ 66,1 milhões, enquanto no primeiro trimestre de 2010 haviam comprado 15,2 milhões de pares, equivalentes a US$ 99,9 milhões.

Por outro lado, a Argentina, que figura em segundo lugar entre os principais compradores em termos de faturamento, obteve leve crescimento. Foram vendidos para aquele mercado 1,83 milhão de pares com volume monetário de US$ 40,8 milhões de janeiro a março de 2011. No ano passado, o país vizinho comprou 1,80 milhão de pares Made in Brazil, equivalentes a US$ 34,7 milhões.

A Itália, terceiro principal comprador, também recuou nas negociações. Foram enviados aos italianos 1,8 milhão de pares nos três primeiros meses deste ano, com faturamento de US$ 31 milhões. Em igual período do ano anterior, o volume foi de 2,5 milhões de pares, com receita de US$ 44,5 milhões.
Importante mercado, ocupando a quarta posição, o Reino Unido reduziu suas compras em mais da metade da quantidade. Enquanto no ano passado havia encomendado 2,6 milhões de pares, gerando volume monetário de US$ 47,4 milhões, este ano comprou 1,1 milhão de pares a US$ 24,5 milhões.

A França, ocupando a quinta posição, apresentou retração em divisas, porém registrou leve alta em volume comprado. No primeiro trimestre deste ano os franceses compraram 1,2 milhão de pares, com receita de US$ 16,9 milhões. Em igual período do ano passado, foram embarcados para aquele mercado 1,1 milhão de pares, equivalentes a US$ 18,3 milhões.

Somente São Paulo e Sergipe têm números positivos

Entre os Estados brasileiros que apresentam maior volume e faturamento na exportação, apenas São Paulo e Sergipe apresentaram índices positivos em ambos os quesitos. As demais regiões, mesmo com forte tradição produtora e exportadora, apresentaram quedas significativas.

São Paulo, terceiro maior na geração de divisas, embarcou este ano 1,3 milhões de pares a US$ 28,7 milhões, contra 1,3 milhões de pares equivalentes a US$ 25,9 milhões no ano passado. Estes dados demonstram alta de 1,5% em volume e 10,6% em valores de 2010 para 2011.

Sergipe, na sexta posição, obteve elevação de 11,6% no volume embarcado e 66,9% em receita. Os sergipanos exportaram 515,4 mil pares a US$ 6,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, enquanto em período correspondente do ano passado haviam exportado 461,7 mil pares, equivalentes a US$ 4 milhões.
O Rio Grande do Sul, que ocupa o primeiro lugar em faturamento, registrou um recuo de 28,4% em volume embarcado e 20,4% em divisas. No primeiro trimestre deste ano, embarcou 7,2 milhões de pares a US$ 172,7 milhões, enquanto no mesmo período de 2010 vendeu 10 milhões de pares ao exterior, gerando US$ 217 milhões.

Segundo lugar em finanças e o primeiro em volume exportado, o Ceará despencou 45,7% em quantidade embarcada e 20,5% em valores, comparando-se o primeiro trimestre do ano passado com o atual. De janeiro a março de 2011, o CE exportou 14,2 milhões de pares (US$ 93,4 milhões), enquanto em 2010 havia embarcado 26,1 milhões de pares (US$ 117,5 milhões).

Na quarta posição, a Paraíba retraiu em 20% os envios, porém com alta de 1,9% em valores. Embarcou, de janeiro a março deste ano, 6,1 milhões de pares (US$ 21,4 milhões), enquanto em igual período do ano passado haviam embarcado 7,6 milhões de pares (US$ 21 milhões).

Já a Bahia, que detém o quinto lugar, reduziu em 22,3% o volume e 19,4% em divisas. Foram embarcados, a partir daquele Estado, 1,9 milhão de pares de janeiro a março deste ano (US$ 20,8 milhões), contra 2,4 milhões de pares no ano passado (US$ 25,8 milhões).

O resultado dos demais Estados exportadores (Outros) demonstra embarque de 1,6 milhão de pares no trimestre (US$ 13 milhões) contra 1,5 milhão de pares (US$ 12,4 milhões) ano passado. Houve alta de 6,6% em volume e de 44% em valores.


Alta de 49% nos valores das importações

De acordo com o monitoramento das importações realizado pela Abicalçados, o quantum - soma das quantidades de calçados e cabedais (em pares) com outras partes de calçados (em quilogramas), apresentou elevação de 7%, enquanto os valores pagos pelos produtos registraram alta de 49%.

Somente nos países monitorados (China, Indonésia, Vietnã e Malásia), o crescimento em pares (NCM 6401 a 6405) foi de 27% e em valores foi de 60%. Já em relação aos cabedais (NCM 6406.1000) foi registrada queda de 31% em volume e 7% em divisas em relação à China e Paraguai, países que estão sendo constantemente monitorados. Outras partes de calçados (NCM 6406.2000 a 6406.9990), observando os resultados totais, apresentaram queda de 2% em volume e alta de 24% nos valores pagos.

Balança comercial negativa em 31%

O saldo da balança comercial foi de US$ 242,6 milhões no primeiro trimestre de 2011, ficando negativo em 31%. A exportação registrou valor de US$ 356,7 milhões, apresentando queda de 15,8%, enquanto a importação foi de US$ 114,2 milhões, o que gerou variação positiva de 57,9%. Essa movimentação resultou em uma corrente de comércio de US$ 470,9 milhões, que ficou negativa em 5,1%.

ASCom Abicalçados



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