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17.04.2009
Empresas gaúchas e cearenses ganham novo apoio para exportar
 

Agilidade no atendimento e esclarecimento de dúvidas de empresários é a aposta da Apex-Brasil e da CNI para fomentar as exportações este ano.

O Rio Grande do Sul e o Ceará são os primeiros estados brasileiros a receberem Unidades de Atendimento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O objetivo é eliminar um dos principais entraves à exportação de produtos e serviços: a falta de informação. Com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), das Federações de Indústria e dos Centros Internacionais de Negócios (CINs), o projeto de aproximar o empresário brasileiro dos serviços oferecidos para fomentar as exportações foi lançado em Porto Alegre e Fortaleza.
 
Serão cinco as Unidades de Atendimento com funcionamento previsto para início em abril: Ceará e Rio Grande do Sul, cuja inauguração acontecerem dia 7 de abril, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. Todas estarão instaladas nas Federações de Indústria do estado. Os empresários que forem ao local terão acesso a informações técnicas e objetivas sobre oportunidades de negócios, como participar de projetos conjuntos da CNI e Apex-Brasil, acesso a dados de pesquisas e prospecções de mercados, como ser atendido pelo Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEx), entre outros tópicos.
 
“O objetivo das Unidades de Atendimento é aproximar as empresas nacionais do comércio exterior. Seja ela uma empresa não-exportadora ou uma exportadora em fase inicial”, explica Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil.
 
Extensão industrial
 
Além da Unidade de Atendimento, a Apex-Brasil tem no Rio Grande do Sul e no Ceará, desde o início do ano, programas de capacitação para empresas com potencial de exportação, denominado PEIEx (Projeto Extensão Industrial Exportadora). O objetivo é incrementar a competitividade e promover a cultura exportadora nas empresas de micro, pequeno e médio portes. O programa envolve investimentos de R$ 12,4 milhões em todo o Brasil e a meta é atender, em 2009, 5.488 indústrias por meio de 26 núcleos operacionais.
 
O sistema funciona com o auxílio de profissionais especializados que fazem um trabalho completo de consultoria na empresa, diagnosticando problemas técnicos e gerenciais e propondo soluções, sob a coordenação de universidades e centros técnicos parceiros da Apex-Brasil. São apresentadas análises e indicadas soluções nas áreas de administração estratégica, capital humano, finanças e custos, vendas e marketing, comércio exterior e produto e manufatura. Este ano haverá 220 técnicos atuando dentro de indústrias em 9 estados e o Distrito Federal.
 
O PEIEx também atua na divulgação da oferta de produtos e serviços oferecidos pelo Governo e por seus parceiros para o apoio a essas empresas – como programas de crédito e apoio à inovação tecnológica.
 
Exportações cearenses
 
O Ceará tem atualmente 132 empresas ligadas a projetos desenvolvidos pela Apex-Brasil em quase 70 setores da economia. Destas, 49 são exportadoras que, no ano passado, foram responsáveis por vendas externas de R$ 554,523 milhões, o que equivale a 43,42% do total exportado pelo estado em 2008 (R$ 1,276 bilhão).
 
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os calçados e suas partes são, atualmente, o principal produto de exportação do Ceará: em 2008, foram responsáveis por US$ 241,008 milhões em negócios com outros países, o que equivale a 43,46% das vendas externas do estado. Em seguida aparecem as frutas (US$ 178,982 milhões ou 32,28% do total exportado), produtos da indústria têxtil (US$ 97,672 milhões e 17,61%), massas alimentícias e preparações alimentícias (US$ 9,8 milhões e 1,77%) e veículos automotores e suas partes (US$ 8,381 milhões e 1,51%).
 
Os principais destinos dos produtos cearenses em 2008 foram os Estados Unidos (US$ 312,641 milhões), Argentina (US$ 118,667 milhões), Reino Unido (US$ 115,508 milhões), Itália (US$ 100,656 milhões), Holanda (US$ 87,336 milhões), Venezuela (US$ 37,942 milhões), México (US$ 36,681 milhões), Espanha (US$ 32,176 milhões), Alemanha (US$ 30,390 milhões) e China (US$ 24,080 milhões).
 
Exportações gaúchas
 
O Rio Grande do Sul tem 869 empresas ligadas aos projetos desenvolvidos pela Apex-Brasil. Destas, 480 são exportadoras que, no ano passado, foram responsáveis por vendas externas de R$ 3,090 bilhões, o que equivale a 16,74% do total exportado pelo estado em 2008 (R$ 18,460 bilhões).
 
As carnes de aves são atualmente o principal produto de exportação do Rio Grande do Sul: em 2008, foram responsáveis por US$ 854,988 milhões em negócios com outros países, o que equivale a 27,66% das vendas externas gaúchas. Em seguida aparecem calçados e suas partes (US$ 654,741 milhões ou 21,19% do total exportado), carne suína (US$ 426,524 milhões e 13,80%), peles, couros e seus artefatos (US$ 270,304 milhões e 8,75%) e carne bovina (US$ 206,443 milhões e 6,68%%).
 
Os principais destinos dos produtos gaúchos em 2008 foram os Estados Unidos (US$ 2,482 bilhões), China (US$ 1,926 bilhão), Argentina (US$ 1,617 bilhão), Rússia (US$ 849,639 milhões), Paraguai (US$ 639,139 milhões), Alemanha (US$ 617,803 milhões), Holanda (US$ 600,694 milhões), Itália (US$ 482,071 milhões), Bélgica (US$ 441,924 milhões) e Chile (US$ 411,895 milhões).



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