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A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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21.12.2009
Demandas do setor são debatidas na Abicalçados
 

Em continuidade a série de reuniões com entidades correlatas realizadas nos polos calçadistas, a direção da Abicalçados recebeu na sua sede, em Novo Hamburgo, representantes de várias instituições do Rio Grande do Sul, como sindicatos patronais, Federação das Indústrias,  dentre outras. O objetivo destes encontros tem sido o de debater os assuntos de interesse do setor e encaminhá-los às diversas esferas governamentais. Em Novo Hamburgo, os eventos ocorreram dia 23 de novembro e 07 de dezembro.

Assim como em outros encontros, o presidente da entidade, Milton Cardoso, expôs uma série de pleitos que saíram vitoriosos junto ao governo federal, e explicou o que foi necessário diante de cada um deles, mostrando aos empresários a necessidade de que mais pessoas doem seu tempo em prol de ações macro, que irão beneficiar a todos. “O mais difícil é doar um pouco do tempo de cada um, mas não há outra maneira de termos representatividade junto ao governo e outros órgãos estratégicos para lutarmos por nossas questões”, sustentou.

A diretoria da associação considera importante a participação mais concisa também em outras entidades que dialogam com o governo. “É preciso muita mobilização para conseguir falar com as autoridades governamentais. Foi desta forma que conseguimos a medida antidumping contra a China, mas isso requer tempo e dedicação”, avaliou Cardoso, argumentando que foram mais de três anos até a conclusão do trabalho.

“Temos ainda outras questões a tratar, como a desoneração tributária e trabalhista, e contamos com o apoio de todos para seguir em frente”, frisou o vice-presidente Paulo Scheffer. Conforme Milton Cardoso, os membros da entidade têm somado esforços em muitas ações, mas em determinadas instituições ainda falta ressonância.

De acordo com o presidente, o setor tem todas as ferramentas para ser melhor representado no governo. Ele destacou que a indústria calçadista emprega 300 mil pessoas que, somadas aos cem mil trabalhadores do setor de componentes e de 200 mil do segmento têxtil, pode-se dizer que o calçado emprega em torno de 700 mil pessoas de forma direta. “Para quem possui 10% do emprego industrial, estamos sub-representados”, defendeu.

Grupos de trabalho – Ficou definido, durante a reunião, que serão criados dois grupos de trabalho. Um deles irá tratar a terceirização na indústria calçadista e outro, a desoneração do PIS/Cofins. Uma empresa de consultoria, contratada pela Abicalçados, já está fazendo projeto a respeito.

Esta reunião contou também com a presença do prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann, e do diretor-presidente da Fenac S/A, Ricardo Michaelsen, que demonstraram apoio ao setor calçadista da região no que for necessário.

Fiergs de portas abertas para a Abicalçados

Paulo Tigre, presidente da Federação das Indústrias de Calçados do Rio Grande do Sul (Fiergs), foi o convidado da segunda reunião da Abicalçados com representantes dos sindicatos gaúchos, realizada dia 7 de dezembro.  Ele destacou as ações da Abicalçados na proteção do setor calçadista nacional e disse que a Fiergs está de portas abertas para auxiliar os calçadistas do Estado, uma vez que várias reivindicações estão em sintonia,  como a defesa da manutenção da jornada de trabalho, o ressarcimento do crédito prêmio de IPI e a revisão das normas do trabalho terceirizado.Paulo Tigre veio acompanhado dos assessores Paulo Dias, Thomas Nunnenkamp e Jorge Serpa, que também estão à disposição dos calçadistas.

Paulo Scheffer, vice-presidente da Abicalçados, apontou que o setor calçadista precisa ter mais força junto ao Governo Federal e que a aproximação de entidades regionais fortes, como as federações, irá fortalecer as reivindicações.

Rui Guerreiro, presidente do Instituto Brasileiro de Tecnologia para Couro e Calçados (IBTeC), também esteve no encontro para reiterar que a instituição pode ser mais utilizada pelas empresas calçadistas. “Temos capacidade de ajudar ainda mais o setor, basta que nos procurem”, assinalou. Explicou que as receitas da entidade para despesas administrativas vêm da prestação de serviços e que vários investimentos são realizados com recursos de entidades do Governo. O seu propósito na reunião foi solicitar o auxílio da Abicalçados no levantamento de candidatos à presidência do IBTeC, uma vez que seu mandato termina em janeiro de 2010.

Temas discutidos - Entre os temas discutidos na reunião, esteve a redução da jornada de trabalho. Paulo Tigre explicou este tema é pauta permanente na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e que deve ser acompanhado com cautela por parte dos empresários, pois apesar de não estar na agenda da Câmara dos Deputados em 2010, não deixará de ser discutido.

A regulamentação dos serviços terceirizados na indústria calçadista também foi apontada pelos empresários como necessária. A proposta da CNI, em sintonia com a Fiergs e demais federações estaduais, é de que a redação seja alterada de responsabilidade solidária para responsabilidade subsidiária, com possibilidade de terceirização em atividades meio e atividades fim. As entidades pedem ainda que não haja necessidade, por parte da empresa, de informar a terceirização da atividade no sindicato de trabalhadores com antecedência de seis meses e sim, uma comunicação quando da assinatura do contrato.

Sobre o crédito-prêmio do IPI, a sugestão da Fiergs é o ressarcimento imediato às empresas, por meio de Ato Normativo da Receita Federal, dos valores devidamente apurados no período referido, em nome da isonomia tributária para esses contribuintes. A Federação acredita que os valores devidos pela União às exportadoras que não utilizam o seu direito, são irrelevantes diante dos recursos que o governo federl arrecadará daquelas que se benefciaram após 1990.

ASCom Abicalçados/Brazilian Footwear
21/12/2009



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