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A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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23.02.2010
Complexo calçadista projeta crescimento para 2010
 

Animados com aumento das vendas de final de ano e com os bons resultados da Couromoda 2010, realizada de 18 a 22 de janeiro, dirigentes das entidades de classe ligadas ao complexo coureiro-calçadista estão otimistas sobre os próximos meses do ano. A razão da expectativa é o crescimento do consumo no mercado interno. A produção de calçados deverá registrar uma elevação de 7%, segundo Milton Cardoso, presidente da Abicalçados.

A previsão está fundamentada nos efeitos da medida antidumping adotada pelo Governo Federal em setembro de 2009, que passou a cobrar uma tarifa provisória de US$ 12,47 sobre os calçados procedentes da China.
No ano passado, o volume fabricado foi estimado em 800 milhões de pares. “Desde que a tarifa provisória foi implantada, recuperamos cerca de 30 mil postos de trabalho”, aponta o dirigente. O número de empregos também deverá aumentar. Em 2009 cerca de 320 mil pessoas atuaram diretamente nas oito mil fábricas de calçados existentes no País.

O segmento varejista segue a mesma perspectiva. Marconi Leonel Matias dos Santos, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Afins (Ablac), acredita que o comércio deverá ter uma elevação entre 9% a 11%. A estimativa do dirigente está baseada na previsão do crescimento da economia de 5%. Calcula-se que os brasileiros tenham consumido 630 milhões de pares em 2009. “O cenário econômico neste início de ano é favorável e deve permanecer assim nos próximos meses”, declara. A entidade representa 50 mil pontos de venda de calçados no Brasil.

A recuperação também foi observada pela indústria de curtumes. A Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (AICSul) avalia que o mercado interno ampliará a utilização de couros tanto para a fabricação de calçados como para outros artigos. Há ainda a expectativa de alavancar as exportações em torno de 30%. Em 2009, os embarques sofreram uma redução de 4% na receita, que ficou em US$ 1,16 bilhão.

O setor de componentes tem o objetivo de alavancar a produção de 3% a 5%, que foi estimulada a partir da Couromoda. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), as rodadas de negócios efetuadas na feira paulista deverão gerar US$ 420 mil em pedidos até o final do ano.

O setor de máquinas e equipamentos também está reagindo de modo positivo. As vendas realizadas durante a Couromoda indicaram que o mercado está efetivamente aquecido. Segundo Heitor Schreiber, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para Couro e Calçados (Abrameq), os negócios gerados na mostra deverão render US$ 3,16 milhões nos próximos doze meses.


Otimismo quanto ao antidumping

No dia 19 de janeiro, quando os calçadistas agitavam seus blocos de pedidos durante a Couromoda, acontecia em Brasília a última audiência pública para as alegações finais dos setores contrários e favoráveis à prorrogação da tarifa antidumping sobre os calçados importados da China. “O audiência foi positiva”, disse Milton Cardoso, presidente da Abicalçados, em referência à reunião realizada pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom).

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) deverá anunciar sua decisão até o final de fevereiro, que estabelecerá a permanência ou não da tarifa, que hoje é de US$ 12,47. A tarifa definitiva, caso seja anunciada pelo Governo, terá duração de cinco anos. Há ainda uma forte pressão dos calçadistas para que este valor passe para US$ 18,44.

Para o dirigente da Abicalçados, a expectativa é grande, pois será a efetivação de um mecanismo de defesa comercial que já está demonstrando seus resultados, devido à recuperação de 30 mil postos de trabalho somente no último trimestre de 2009. Há uma previsão de contratação de outras 30 mil pessoas ainda no primeiro semestre de 2010.

Em 2009, o setor calçadista empregou 327 mil trabalhadores. Cardoso estima que com a recuperação de pedidos aliado ao crescimento do consumo interno, este volume pode chegar a 400 mil em dois anos.

A Camex - organismo composto por sete ministérios do Governo - deverá se manifestar ainda em fevereiro. O dirigente destacou ainda que o setor calçadista empregou no ano passado 327 mil trabalhadores, isto é, 5% do total dos trabalhadores contratados na indústria de transformação do Brasil. Somando todo o complexo mais a área têxtil que fornece tecidos para a fabricação de calçados, este índice sobe para 10%. “Com a implantação da medida, o setor, além de recuperar os 42 mil empregos perdidos em 2009 e poderá conquistar outras 60 mil vagas nos próximos dois anos”, estima Cardoso.

ASCom Abicalçados/Brazilian Footwear

 



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