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Presença do Brasil em feiras como a GDS ampliam mercados no exterior Presença do Brasil em feiras como a GDS ampliam mercados no exterior

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18.03.2011
Calçados: Feira alemã contribui para que o Brasil seja player global
 

Düsseldorf/Alemanha - Cerca de 500 contatos e 136 negócios efetivados para 42 países e uma expectativa de vendas para os próximos 12 meses. Este foi o desempenho das 20 empresas brasileiras que participaram da GDS – Feira Mundial de Calçados, que encerrou hoje (18) em Düsseldorf /Alemanha. A indústria Calçados Democrata (Franca/SP), por exemplo, será responsável por parte dos embarques que o Brasil registrará ao longo do semestre para a Arábia Saudita, Noruega, Holanda, Índia, Catar, Turquia e Egito. “Para estes seis países realizamos embarques efetivos, mas recebemos visitantes de outros locais, como México, República Dominicana, Colômbia e Estados Unidos’’, salienta Cícero Castro, gerente de exportação da empresa. Além da Grécia, a executiva de exportação da marca Walk Way (Franca/SP), Rose Paschoal, também fechou importantes pedidos para a Finlândia, Israel, Malásia e Kuwait. “Estou muito satisfeita com os resultados da GDS, pois esta foi a primeira participação da empresa em uma feira europeia e conseguimos abrir estes mercados. O lojista grego, por exemplo, é um dos maiores daquele país’’, comemora. Segundo ela, como nenhum destes compradores costuma ir para as feiras brasileiras devido à distância, ela já agendou encontros para a GDS de setembro.
Tanto Castro quanto Rose destacam que a repercussão positiva junto a lojistas que atuam em segmento de consumo mais sofisticado é resultado de investimentos pesados para elevar a tecnologia e qualificação do produto. “Nós não temos como competir no quesito preço, onde a China ainda domina. Mas decidimos apostar no valor agregado, onde o preço, mesmo sendo maior, não é argumento de venda’’, aponta a representante da Walk Way . Castro confirma destacando que o posicionamento da marca nas lojas tem sido fundamental. Na Noruega, por exemplo, a Democrata está nas melhores vitrines. ‘’Não vendemos grandes volumes para lá, mas temos excelente localização dentro das lojas’’, diz.
Visitação - O movimento nos corredores da GDS foi menor em comparação à edição anterior. Na avaliação de alguns expositores, a mudança da data para o meio da semana pode ter impedido a visita de lojistas de menor porte da Alemanha e de alguns países vizinhos, que geralmente usam o domingo para conferir as coleções. A economia da Europa, ainda em recuperação, também pode ter contribuído. Cícero Castro avalia que as feiras, de modo geral, estão mudando seu perfil. Com as alterações econômicas no Globo, a negociação de grandes volumes tende a ser cada vez mais rara. Por isto, os fabricantes passam a vender em menos quantidades para mais clientes, exigindo mais trabalho dos vendedores na busca destes compradores.
Segundo Vivian Laube, coordenadora de marketing do Brazilian Footwear, a GDS tem sido uma vitrine importante para o calçados produzido no Brasil, uma vez que os visitantes são altamente qualificados. Eles vêm para a feira para fazer pedidos, sabendo exatamente o produto que necessitam. Desta forma, as empresas também recebem feedback sobre os produtos, possibilitando a avaliação se estão adequados para o mercado internacional. ‘’Esta troca de informações é muito valiosa para a tomada de decisão’’, avalia. As ações de divulgação, que estão gerando cada vez mais opinião positiva sobre o Brasil são apontadas pela executiva como outro fator de destaque na GDS. “Uma feira não é somente venda. É conhecer novos compradores e oportunizar relacionamentos que no futuro próximo irão gerar negócios’’. Esta também é a opinião de Fabiano Pizzato, do setor internacional da Beira Rio (Novo Hamburgo/RS). Como um dos principais projetos da empresa gaúcha é expandir e fortalecer suas operações no mercado externo durante este ano, a GDS torna-se uma ferramenta importante de divulgação e promoção das marcas. Segundo Pizzato, somente 4% da produção é exportada. “Queremos vender o conceito da marca, que hoje coloca nas suas coleções itens como design, cultura e a dinamicidade da indústria brasileira’’. O parque fabril da Beira Rio é formado por nove unidades localizadas no Rio Grande do Sul. Juntas, produzem 200 mil pares/dia das marcas Beira Rio, Vizzano, Moleca e Molekinha.
Expositores – Participaram do estande coletivo dez empresas, algumas levando mais de uma marca. São elas: Pegada, Ramarim, Calçados Status (marca Nicolla Mezzi), Klin, Calçados Bottero (marcas Bottero e Madeira Brasil), Pé com Pé, Calçados Kollis (marca Pampili), Paquetá Calçados (marca Ortopé), Apache (marca Walk Way), Henrich & Cia (marca Carrano).
Em estandes individuais expuseram Grendene (que participa com as marcas Rider, Ipanema e Grendha em um estande e com a marca Melissa em outro estande individual), Via Uno, Calçados Aniger (marca Miezko), Anatomic Gel, Calçados Beira Rio (marcas Beira Rio e Vizzano), M. Olímpia Ferreira (marca Sapatoterapia), Democrata, Bibi, e A.Grings (marca Piccadilly).
Todas receberam o apoio do Brazilian Footwear – Programa de Promoção às Exportações de Calçados - desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Elizabeth Renz
AS Com Abicalçados/Brazilian Footwear
18 de março 2011.



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