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Brazilian Footwear
 

A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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13.07.2010
Calçados: embarques sobem 19,3% no semestre
 

No primeiro semestre de 2010, o volume exportado de calçados apresentou alta de 19,3% em relação a igual período do ano anterior. Isso significa que, este ano, foram exportados 78,5 milhões de pares contra 65,8 milhões no primeiro semestre do ano passado. Em faturamento, o acréscimo foi de 10,2% - resultado de um montante de US$ 748,9 milhões de janeiro a junho deste ano contra US$ 679,6 milhões na primeira metade de 2009. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC).

Países – Alguns dos principais compradores incrementaram o volume de sapatos Made in Brazil. Os Estados Unidos, que continuam no topo da lista em faturamento e também em quantidade, passou dos 17,0 milhões de pares encomendados no primeiro semestre do ano passado para 22,1 milhões de pares este ano. O faturamento também subiu, de US$ 176,4 milhões para US$ 189,9 milhões no período correspondente. O preço médio caiu de US$ 10,40 para US$ 8,59.

O Reino Unido, que figura no segundo lugar em faturamento, registrou acréscimo no âmbito monetário e físico. Enquanto de janeiro a junho de 2009 adquiriu 3,8 milhões de pares, gerando receita de US$ 85,9 milhões, este ano comprou 4,3 milhões de pares, equivalentes a US$ 88,2 milhões.  O preço médio reduziu de US$ 22,42 para US$ 20,60.

Terceiro maior comprador brasileiro, a Itália também registrou somente números positivos. Enquanto no primeiro semestre do ano passado absorveu 2,8 milhões de pares, equivalentes a US$ 48,3 milhões, este ano comprou das fábricas brasileiras 3,4 milhões de pares, que geraram US$ 64,1 milhões. Neste caso, o preço médio apresentou elevação, de US$ 17,11 para US$ 18,76.

A Argentina, quarto maior comprador, foi o único entre os importadores a reduzir sua fatia. No primeiro semestre do ano passado, havia comprado 3,6 milhões de pares, enquanto no primeiro semestre deste ano reduziu para 3,4 milhões de pares. O montante do período, porém, aumentou – de US$ 54,1 milhões para 63,5 milhões.


RS e SP têm números negativos

Entre os Estados com maior atividade exportadora, Rio Grande do Sul e São Paulo apresentaram números negativos no primeiro semestre de 2010. O RS, mesmo liderando em faturamento, apresentou queda em receita e em volume. O Estado embarcou, neste semestre, 16,5 milhões de pares, com faturamento de US$ 372,9 milhões, a um peço médio de US$ 22,62 por par. No ano passado havia enviado ao exterior 18,6 milhões de pares, equivalentes a US$ 381,9 milhões.  Os dados configuram queda de 2,4% em termos monetários, 11,4% em volume e alta de 10,2% no preço médio.

São Paulo, que fica em terceiro no ranking monetário e quinto em quantidade embarcada, demonstrou movimentação positiva de 2,5% em cifras, porém obteve decréscimo de 14,7% nos embarques, enquanto o preço médio subiu 20,1%. Foram 3,1 milhões de pares comercializados no mercado externo este ano, a um preço médio de US$ 19,11 (equivalentes a US$ 58,6 milhões) contra 3,6 milhões de pares no primeiro semestre do ano passado, que havia sido vendidos a uma média de US$ 15,90 o par – o que gerou um faturamento de US$ 57,2 milhões no período.

Outros Estados, porém, apresentaram índices positivos. É o caso do Ceará, que lidera a lista dos embarques e fica na segunda posição em termos financeiros. Os exportadores cearenses atingiram alta de 42,6% em volume e 39,1% em cifras. Apenas o preço médio caiu, em 2,4%.  Foram 38,2 milhões de pares enviados nos primeiros seis meses deste ano, pelo preço médio de US$ 5,31, que resultou em um montante de US$ 202,7 milhões. Em igual período do ano passado, foram embarcados 26,8 milhões de pares, pelo preço médio de US$ 5,45, o que gerou US$ 145,7 milhões em faturamento.

Um exportador que gerou apenas indicadores positivos no semestre foi a Bahia, que cresceu 29,4% em faturamento, 15,7% em volume e 11,8% no preço médio. Ocupando a quarta posição tanto em receita quanto em volume, os baianos embarcaram, este ano, 3,9 milhões de pares a um preço médio de US$ 11,29, gerando a soma de US$ 44,2 milhões. No ano passado, eles haviam vendido ao exterior 3,4 milhões de pares ao preço médio de US$ 10,09, gerando US$ 34,2 milhões.

Já a Paraíba, que assegura a terceira posição em quantidade embarcada e a quinta posição em faturamento, também teve um semestre regido por altas. Foram 3,2% a mais em finanças e 24,5% de crescimento em quantidade. O preço médio foi o único item que diminuiu, em 17,1%. Foram 12,9 milhões de pares exportados este ano, com receita de US$ 37,3 milhões e preço médio de US$ 2,90. No primeiro semestre de 2009, as fábricas Paraibanas haviam embarcado 10,3 milhões de pares, com faturamento de US$ 36,2 milhões e preço médio de US$ 3,49.


Sintético representa mais de 70% do volume exportado

Embora os calçados de cabedal sintético (NCM 6402, de acordo com o capítulo 64 da Nomenclatura Comum do Mercosul) fiquem na segunda posição em faturamento, com uma fatia de 30,3% do volume embarcado, eles representam 71,4% dos sapatos exportados no primeiro semestre de 2010. Foram 56 milhões de pares e faturamento de US$ 227 milhões este ano, contra 42,2 milhões de pares e divisas de US$ 183,5 milhões no mesmo período do ano anterior.

A segunda maior participação é dos calçados em couro (NCM 6403), que representam 24,8% da quantidade embarcada, porém abocanham 63,9% do faturamento. Nos seis primeiros meses deste ano, este segmento embarcou 19,5 milhões de pares, equivalentes a US$ 478,8 milhões, em detrimento de 20,4 milhões de pares (US$ 457,3 milhões) no período correspondente de 2009.

Os sapatos de cabedais têxteis (NCM 6404) figuram na terceira posição em volume, com 2,9% nos embarques e 4,7% em divisas. Foram 2,3 milhões de pares enviados ao exterior, que geraram US$ 35,5 milhões este ano. Na primeira metade do ano passado, foram 2,3 milhões de pares e faturamento de US$ 31,3 milhões.

Calçados de materiais exóticos, classificados como “outros” (NCM 6405) ocupam o quarto lugar, com 0,6% da quantidade e 0,8% do faturamento. Este segmento enviou 464,2 mil pares ao exterior, com receita de US$ 6 milhões este ano, contra 452,6 mil pares, equivalentes a US$ 4,8 milhões no ano passado.

E os calçados injetados (NCM 6401) ficam em quinto lugar, com 223,7 mil pares e cifras de US$ 1,6 milhão. Ano passado, no primeiro semestre, foram 378,8 mil pares, com faturamento de US$ 2,7 milhões. Os injetados tiveram participação de 0,28% em volume e 0,22% em valores.


Quatro países dominam o mapa das importações

De janeiro a junho de 2010, o Brasil importou 15,5 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 144,9 milhões. Isso significa redução de 21,5% em volume e 11,8% em valores, na comparação com igual período do ano passado, quando foram adquiridos 19,8 milhões de pares do exterior, a US$ 164,3 milhões.

Porém, a Abicalçados vem alertando para o aumento das importações de alguns países não tradicionais. No primeiro semestre de 2010, observa-se que quatro mercados asiáticos dominam a origem das compras brasileiras de calçados. China, Indonésia, Malásia e Vietnã foram responsáveis pela venda de 14 milhões de pares ao Brasil, equivalentes a US$ 127 milhões. Isso significa 90,2% do total de pares importados.

Da China vieram 6,6 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 35,1 milhões. Isso significa um decréscimo de 60,1% em pares e 69,6% em valores na comparação com o primeiro semestre de 2009, quando este país enviou ao Brasil 16,4 milhões de pares, a US$ 115,6 milhões.

Os outros países asiáticos, porém, crescem no período. O Vietnã teve uma participação de 3,5 milhões de pares (US$ 60,5 milhões) contra 1,7 milhão de pares (US$ 25,3 milhões) na primeira metade do ano passado. O crescimento foi de 109,4% em volume e 139,7% em finanças.

A Malásia, que vendeu ao Brasil 2,6 milhões de pares este ano (US$ 10,2 milhões), contra 11,8 mil pares no primeiro semestre do ano passado (US$ 113 mil). Neste caso, a alta foi de 21,6 mil% na quantidade adquirida e de 8,9 mil% nos valores pagos.

A Indonésia, por sua vez, vendeu 1,3 milhão de pares aos brasileiros (US$ 21,1 milhões), contra 861,5 mil pares (US$ 12,8 milhões) na primeira metade de 2009. A alta foi de 55,3% em quantidade adquirida e 64,6% em valores.

Aumento nas compras de partes – Se analisadas as compras de partes de calçados (NCM 64061000), como cabedais, por exemplo, verifica-se um crescimento vertiginoso. Nos primeiros seis meses de 2010, o Brasil importou 6,6 milhões de cabedais, enquanto no mesmo período de 2009 havia importado 1,7 milhão. Se avaliadas as importações de outras partes, como solas e outros itens (NCM 64062000 a 64069990), mensurados em quilos, o volume foi de 1.545.206 quilos, enquanto no ano passado havia sido de 408.328 quilos. 

Considerando o quantum total das importações de calçados mais partes (cabedais e solados), observamos uma alta de 8,5% no período de janeiro a junho de 2010 (quantum de 23.699.799) em relação a igual período de 2009 (quantum de 21.842.273).

Observado o quantum importado somente da Ásia (China, Indonésia, Malásia e Vietnã), que foi de 18.776.914 neste semestre, comparado com o quantum importado no primeiro semestre de 2009, que foi de 19.359.560, houve leve queda, de 3%.

A conclusão é que as importações totais não sofreram abalo significativo, pela triangulação observada das importações de calçados da China para Malásia, Indonésia e Vietnã e pelo crescimento das importações de calçados desmontados da China.


Balança comercial com saldo positivo de 17,2%

O saldo da balança comercial, no período acumulado de janeiro a junho, foi positivo em 17,2% na comparação a igual período do ano anterior – equivalente a US$ 604 milhões. A exportação, que ficou em US$ 748,9 milhões, apresentou alta de 10,2%, enquanto a importação foi de 144,9 milhões, proporcionando decréscimo de 11,8% no comparativo. Essa movimentação gerou alta de 5,9% na corrente de comércio, que foi de US$ 893,8 milhões.

ASCom Abicalçados/Brazilian Footwear
Elizabeth Renz - imprensa@abicalcados.com.br
Caren Souza - caren@abicalcados.com.br



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