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A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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12.02.2009
Calçadistas lideram dispensas no fim de 2008
 

No último trimestre do ano passado, a indústria de calçados foi a que mais demitiu trabalhadores, já considerando efeitos sazonais. Entre outubro e dezembro, as empresas calçadistas fecharam 23 mil postos de trabalho formais, segundo dados do Cadastro Geral de Demitidos e Admitidos (Caged) calculados pela MB Associados segundo critérios de sazonalidade. Além de ser o setor que mais demitiu em número de empregados, a retração também foi a maior proporcionalmente. As 23 mil vagas cortadas representam 7,5% da mão-de-obra empregada pelo setor em dezembro de 2007. 
Na sequência do setor calçadista, as indústrias que mais fecharam vagas no último trimestre foram material de transporte (22,9 mil) e a metalúrgica (21,7 mil). 
Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, considera a decisão do governo federal de elevar o número de parcelas do seguro-desemprego uma alternativa de impacto limitado. Ao mesmo tempo em que é uma opção melhor do que aumentar gastos de forma permanente (como aumento real para o funcionalismo ou contratação de novos servidores), ele discorda da "escolha" de setores. "Por que privilegiar alguns setores? Porque o desempregado do têxtil merece mais tempo de seguro do que o desempregado da indústria de papel?", questiona. 
Para Vale, "não faz muito sentido econômico". Cada setor tem uma dinâmica própria, observa ele, e pode ser afetado em tempos diferentes também. "Minerais não metálicos, que é basicamente cimento, está no início do processo de desaceleração", argumenta. Este setor, por exemplo, demitiu no último trimestre, 2,5 mil trabalhadores, menos de 1% do total empregado em dezembro de 2007. 
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo festejou a medida. "O aumento das parcelas do seguro-desemprego representa um alívio para os trabalhadores dos setores de siderurgia e mineração que estão sendo desempregados e sem alternativas para encontrar um novo emprego em pouco tempo", afirmou Miguel Torres, presidente da entidade, em nota à imprensa. Mesmo com esta avaliação positiva, ele pediu a ampliação para mais setores e medidas que favoreçam a retomada da produção. 
A Força Sindical também enviou nota afirmando que a medida ajudaria a aquecer parte da economia, mas solicitou a adoção de "medidas para evitar o protecionismo de outros países que são considerados parceiros, mas que prejudicam o Brasil com suas práticas comerciais". A central também defendeu a extensão da medida para outros setores além do siderúrgico e do metalúrgico. 

Veículo: Valor
De São Paulo
12/02/2009



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