Em dois meses, programa estará presente em dez eventos internacionais
Demonstrando que é necessário investir continuamente na promoção comercial, o setor calçadista brasileiro estará presente em uma dezena de feiras internacionais nos meses de fevereiro e março.
Em janeiro, o produto made in Brazil esteve na Itália (Expo Riva Schuh) e na França (Première Classe) e em fevereiro estará nos Emirados Árabes, Estados Unidos e Colômbia. Em março, marcas nacionais serão expostas na Europa, onde participam da Micam, na Itália, nas exposições francesas Premiére Classe e Tranoi, da GDS, na Alemanha e Modacalzado, na Espanha. O roteiro termina em Hong Kong, onde acontece a Fashion Access. “É muito importante que o Brasil mantenha seus investimentos em eventos globais, pois consolida sua imagem de fornecedor de produtos de alto valor agregado e que atende aos seus mercados de modo contínuo, mesmo em tempos de crise”, explica Heitor Klein, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que promove o Brazilian Footwear – Programa de Promoção às Exportações, em parceria com a Agência de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Através deste projeto, as empresas participantes têm descontos na locação de espaços nas feiras e são incluídas no material promocional que é distribuído, como catálogos e brindes.
Calendário Brazilian Footwear fevereiro e março:
Feira Data Local
Expo Riva Middle East 09 a 11 de fevereiro Sharjah – Emirados Árabes
WSA 12 a 14 de fevereiro Las Vegas – Estados Unidos
IFLS 17 a 20 de fevereiro Bogotá – Colômbia
Coterie 22 a 24 de fevereiro Nova York – Estados Unidos
Micam 04 a 07 de março Milão – Itália
Tranoi 05 a 08 de março Paris – França
Première Classe 06 a 09 de março Paris – França
GDS 13 a 15 de março DUsseldorf – Alemanha
Modacalzado 17 a 19 de março Madri – Espanha
Fashion Acces 31 de março a 02 de abril Hong Kong – China
Brasil amplia exportações de calçados para a Europa
Em 2008, a indústria calçadista brasileira comemorou o resultado dos consecutivos investimentos na ampliação das fronteiras. Mesmo tendo registrado uma queda de 6,4% no total de pares de calçados exportados no ano passado, que passou dos 177 milhões de pares em 2007 para 165,7 milhões em 2008, as empresas nacionais não deixaram de apostar em eventos e ações promocionais para manterem-se firme no concorrido mercado global.
O retorno destes esforços aconteceu com a constatação de que o continente europeu, considerado estratégico para o avanço das exportações de calçados, consolida-se com uma das regiões mais promissoras para os artigos de maior valor agregado produzidos pelas fábricas do País.
Segundo os dados da Abicalçados, a Europa foi responsável por 35,27% do total faturado pelo Brasil no ano passado (US$ 1.881 bilhão), ao pagar US$ 663,4 milhões pela importação de 37 milhões de pares. Isto significa uma fatia de 22,36% sobre o volume exportado pelas indústrias nacionais, que foi de 165,7 milhões.
Importantes países consumidores de calçados, como Itália, Holanda e Portugal aumentaram o volume de compras de calçados procedentes do Brasil e em conseqüência, as divisas pagas pelas importações. Reino Unido, Espanha e Alemanha reduziram a quantidade de pares, mas optaram por adquirir produtos de maior qualidade e, portanto, pagaram mais.
A Itália é o maior exemplo da abrangência cada vez mais acentuada dos produtos brasileiros na Europa. Quarto maior importador de calçados do Brasil, aquele país elevou o volume de compras em 36,5% em 2008, ao importar do Brasil sete milhões e 499 mil pares de calçados. Em 2007, a quantidade havia sido de cinco milhões e 493 mil pares. Com este desempenho, a Itália gerou divisas para o Brasil na ordem de US$ 149,2 milhões, 78,5% a mais em comparação com 2007.
A Holanda incrementou em 19,5% a quantidade de pares de calçados comprados do Brasil. Importou dois milhões e 208 mil pares contra um milhão e 848 mil pares de 2007. A elevação do preço médio dos calçados causou o aumento do total pago pelas importações e fechou 2008 enviando US$ 46 milhões para os brasileiros, um acréscimo de 24,7%.
Os três milhões de pares que o Brasil exportou para Portugal significaram um aumento de 3,7% no volume de calçados em comparação com 2007 e de 14,5% no valor das importações. Os portugueses pagaram US$ 39 milhões e 288 mil contra os US$ 34 milhões e 324 mil de 2007.
O Reino Unido é o segundo maior importador de calçados do Brasil (o primeiro são os Estados Unidos). Contudo, em 2008 reduziu o volume de pares importados dos brasileiros, registrando um recuo de 16,1%. Em todo o ano passado, os ingleses compraram 10 milhões e 236 mil pares ante os 18 milhões de 2007. Mas a agregação de valor nos artigos fez com que o pagamento aumentasse em 10,8%. O faturamento do Brasil com os embarques para aquele país foi de US$ 254 milhões e 835 mil.
Na divisão das exportações brasileira de calçados por continente, a América do Norte ficou em segundo lugar tanto no volume quanto no faturamento. Ao comprar 46 milhões de pares, aquela região deteve o percentual de 27,76% e com 29,14% no faturamento, ao mandarem para o Brasil US$ 548,2 milhões. Deste volume, os Estados Unidos foram responsáveis pela compra de 37 milhões de pares.
A América do Sul liderou a importação do número de pares. Em 2008, os latinos compraram do Brasil 62,8 milhões de pares, detendo a fatia de 37,92% do total embarcado. Porém, ao importar os calçados a um preço médio de US$ 7,95, ficou em terceiro lugar entre os principais pagadores. Enviou para o Brasil divisas na ordem de US$ 499,7 milhões.
ASCom Abicalçados / Brazilian Footwear
Elizabeth Renz
imprensa@abicalcados.com.br
03 de fevereiro 2009