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Brazilian Footwear
 

A Abicalçados publica em seu site as notícias setoriais mais relevantes. As informações são produzidas pela Assessoria de Comunicação da entidade ou clipadas de fontes diversas.
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18.06.2010
Até maio, exportações cresceram 21,4% em volume
 

De janeiro a maio deste ano, as exportações brasileiras de calçados já somam 69,4 milhões de pares – um acréscimo de 21,4% em comparação a igual período do ano anterior, quando foram exportados 57,2 milhões de pares. O faturamento de 2010 ficou em US$ 627,7 milhões, o que configura alta de 12,1% em relação aos cinco primeiros meses de 2009, quando os valores ficaram em US$ 560,2 milhões. Os dados são da Abicalçados, com base nos números fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Governo Federal.

Países – Como ocorre há anos, os Estados Unidos seguem absorvendo a maior fatia dos calçados nacionais. Nos cinco meses deste ano, os americanos compraram 20,2 milhões de pares contra 15,2 milhões nos cinco primeiros meses de 2009. Até o ano passado, os embarques para este mercado registravam apenas números negativos. As vendas deste ano resultaram em US$ 157,2 milhões contra US$ 143,6 milhões em 2009.

Em termos de volume, o segundo maior comprador brasileiro foi o Paraguai, responsável pela compra de 5,9 milhões de pares este ano, contra 3,9 milhões de pares de janeiro a maio do ano passado. O faturamento de US$ 17,6 milhões em 2010, porém, coloca este país na sétima posição em termos monetários. Ainda assim, em função do aumento de volume, as divisas também cresceram em comparação aos cinco primeiros meses de 2009, quando somavam US$ 8,9 milhões.

O terceiro lugar é da Espanha, que foi a responsável pela aquisição de 5,7 milhões de pares de janeiro a maio, contra 2,5 milhões de pares no mesmo período de 2009. O faturamento este ano foi de US$ 25,8 milhões, o que a coloca em quinto lugar neste quesito. No ano passado, as finanças ficaram em US$ 25,1 milhões.

O Reino Unido é a quarta região do planeta em volume e a segunda em termos monetários. Este ano, os britânicos compraram 3,7 milhões de pares contra 3,2 milhões no ano passado. O faturamento foi de US$ 72,5 milhões em 2010, contra US$ 68,7 milhões em 2009.

A Itália foi o quinto país em volume e terceiro em divisas. O país europeu absorveu 3,1 milhões de pares brasileiros de janeiro a maio deste ano, enquanto em igual período do ano passado esta quantidade foi de 2,6 milhões. Em cifras, o resultado de 2010 foi de US$ 56 milhões, enquanto em 2009 foi de US$ 41,6 milhões.


Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraíba têm números negativos

Apesar dos números animadores nos embarques de calçados, os Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraíba apresentaram quedas de janeiro a maio deste ano, sendo que o primeiro perdeu tanto em volume quanto em faturamento, o segundo somente em volume e o terceiro, em divisas.

O Rio Grande do Sul, que lidera as divisas de exportação, foi responsável por US$ 308,1 milhões de janeiro a maio deste ano, contra US$ 308,5 milhões no ano passado, o que representa decréscimo de 0,1%. Em volume exportado as fábricas gaúchas ficam em segundo lugar, com 14,2 milhões de pares vendidos no período. Isso significa 10,4% a menos na comparação com 2009, quando foram embarcados 15,8 milhões de pares.

O segundo lugar no ranking é do Ceará, tanto em quantidade quanto em valores. O Estado foi responsável por divisas da ordem de US$ 175 milhões este ano, contra US$ 122,2 milhões no ano passado – alta de 43,2%. Em termos de volume, foram enviados ao exterior 34,6 milhões de pares nos cinco meses de 2010 – trajetória ascendente em 45% frente aos 23,9 milhões embarcados em igual período de 2009.

São Paulo ocupa a terceira posição em faturamento, porém a quinta em volume. As empresas paulistas atingiram US$ 47 milhões este ano, o que representa alta de 0,8% em números em relação ao ano passado, quando o faturamento foi de US$ 46,6 milhões. Já em quantidade embarcada, houve decréscimo de 16,4%, sendo que este ano foram embarcados 2,5 milhões de pares contra 3 milhões no mesmo período do ano anterior.

O quarto Estado mais importante, tanto em valores quanto em volume, é a Bahia, que cresceu 22,8% em receita e 28,6% em quantidade. Este ano, os baianos embarcaram 3,5 milhões de pares com divisas de US$ 36,9 milhões, enquanto no ano passado haviam embarcado 2,7 milhões de pares, que geraram 30 milhões no período correspondente.

A Paraíba ficou em quinto lugar em faturamento, porém em terceiro em relação ao volume. Este Estado obteve receita de US$ 32,6 milhões este ano, dado que sofreu leve alteração em relação ao ano passado (-0,1%). O volume vendido foi de 11,2 milhões de pares este ano, 20,3% a mais que em 2009, quando foram embarcados 9,3 milhões de pares.


Sintéticos seguem em alta e injetados caem

De acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul, os calçados sintéticos (NCM 6402), que representam a maior fatia nas exportações brasileiras, apresentaram somente números positivos de janeiro a maio deste ano. Foram embarcados 50,4 milhões de pares, o que gerou acréscimo de 34,7% em relação aos cinco primeiros meses de 2009. O faturamento este ano foi de US$ 199,4 milhões, contra US$ 161,2 milhões no ano passado – resultando em 23,7% a mais em receita.

Já os calçados em couro (NCM 6403) ocupam o segundo lugar em volume, porém o primeiro em faturamento. Este ano, foram enviados ao exterior 16,5 milhões de pares, o que gerou um decréscimo de 3% em relação ao ano passado, quando foram embarcados 17 milhões de pares deste tipo de calçado. O faturamento em 2010 foi de 390,7 milhões. Em relação a 2009, quando a soma foi de US$ 365,7 milhões, houve crescimento de 6,8%.

Os produtos em material têxtil (NCM 6404) ocupam a terceira posição tanto em receita quanto em quantidade embarcada. No primeiro quesito, os números cresceram 18% de janeiro a maio deste ano, com faturamento de US$ 31,4 milhões, enquanto em igual período do ano anterior havia sido de US$ 26,6 milhões. O volume cresceu 2,1% este ano, com o envio de 2,04 milhões de pares ao exterior, contra 2 milhões no ano passado.

Com a menor participação nas vendas brasileiras ao exterior (quinto lugar), os calçados do tipo injetado (NCM 6401), caíram ainda mais nos cinco meses de 2010. Houve diminuição de 49% em valores e 49,7% em volume. De janeiro a maio deste ano, foram enviados 173 mil pares para o mercado externo, contra 343,9 mil pares no ano passado. Em divisas, foram registrados US$ 1,2 milhão em 2010, contra US$ 2,3 milhões em 2009.

A NCM 6405, que designa outros tipos de calçados, geralmente classificados como exóticos, ocupa o quarto lugar nas exportações por tipo de produto. No acumulado deste ano, foram embarcados 354,8 mil pares desta classificação, enquanto no ano passado foram 424,6 mil pares – uma redução de 16,4%. Já o faturamento teve alta de 15,9% em 2010, atingindo US$ 5,1 milhões. Em 2009, foram US$ 4,4 milhões.


Importações acumulam queda de 25,2%

As importações de calçados de janeiro a maio deste ano dão conta que entraram no País 13,4 milhões de pares até agora, acumulando um decréscimo de 25,2% em comparação a igual período do ano passado, quando foram comprados 17,9 milhões de pares do exterior. Em faturamento, a diminuição foi de 17,8%. Este ano, o Brasil pagou um total de US$ 121,7 milhões pelos produtos importados, enquanto no ano passado haviam sido pagos US$ 148 milhões.

Nestes cinco primeiros meses, embora as compras de calçados chineses tenham reduzido em função da tarifa antidumping – de 14,9 milhões de pares para 5,9 milhões de pares este ano, com faturamento baixando de US$ 104,5 milhões para US$ 32,1 milhões – a importação de produtos oriundos de outros países tornaram-se mais expressivas.

O exemplo mais claro é o Vietnã, de onde vieram 2,9 milhões de pares neste período – alta de 93,1% na comparação a igual período do ano passado, quando entraram 1,5 milhão de pares com esta procedência. As divisas também tiveram incremento, da ordem de 117%, passando de US$ 22,4 milhões no ano passado para US$ 48,7 milhões este ano.

Os calçados vindos da Indonésia também ajudam a engrossar o volume de importados. Até maio, o Brasil comprou 1 milhão de pares indonésios, sendo que no ano passado havia adquirido 773 mil pares (crescimento de 37,2%). A receita ficou em US$ 17,2 milhões em 2010, contra US$ 11,6 milhões em 2009 (47,7% de crescimento).


Balança comercial tem saldo de 22,8%

A balança comercial do acumulado do ano até maio, não incluindo as partes de calçados, registrou um saldo positivo de 22,8%. Comparando com igual período do ano anterior, a exportação apresentou saldo de 12,1%, enquanto as importações ficaram negativas em 17,8% e a corrente de comércio, por sua vez, ficou em 5,8%.

De janeiro a maio, o saldo total foi de US$ 507 milhões, enquanto as exportações registraram US$ 627,7 milhões. As importações foram de US$ 121,7 milhões e a corrente de comércio, de US$ 749,4 milhões.

ASCom Abicalçados



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