Sintéticos seguem liderando as exportações
De janeiro a maio deste ano, comparando ao mesmo período do ano passado, os embarques de calçados apresentaram alta de 0,8% em volume e 2% em faturamento. Nos cinco primeiros meses do ano, foram exportados 78,5 milhões de pares, com faturamento de US$ 784,2 milhões, contra 77,9 milhões de pares e divisas de US$ 769,1 milhões registradas no mesmo período do ano passado. Os dados são elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Avaliando isoladamente, em maio a situação se inverte, com números negativos. No quinto mês do ano, foram embarcados 11,1 milhões de pares para o exterior, com divisas de US$ 137,7 milhões. Os dados configuram queda de 16,2% em volume e 3,6% em cifras em relação a 2007, quando cruzaram as fronteiras do País 13,3 milhões de pares, gerando US$ 142,8 milhões em recursos.
Sintéticos – Como vem ocorrendo ao longo do ano, os calçados sintéticos seguem liderando as exportações. Até agora, foram enviados ao mercado internacional 46,4 milhões de pares deste segmento, com faturamento de US$ 190,9 milhões. Logo em seguida, vêm os embarques de sapatos de couro – 26,2 milhões de pares foram enviados nos primeiros cinco meses do ano, porém com faturamento muito maior que os sintéticos: US$ 535,9 milhões. Em terceiro lugar figuram os calçados com materiais têxteis, que comercializaram 4,2 milhões de pares, com receita de US$ 46,4 milhões. Os injetados somaram 1,2 milhões de pares, com divisas de US$ 5,8 milhões. O grupo classificado como outros, que abrange uma diversidade de materiais, principalmente os exóticos, embarcou 367,2 mil pares, faturando US$ 5,1 milhões.
Compradores - Os Estados Unidos continuam sendo os principais compradores do sapato made in Brazil. De janeiro a maio deste ano, absorveram uma fatia de 22,7 milhões de pares, a um valor de US$ 220,2 milhões. Porém, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve diminuição nos números, visto que foram embarcados 25,7 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 308,9 milhões, representando uma queda de 28,7 % no volume. Os EUA representam 28,9% do total do volume embarcado.
O segundo maior comprador dos calçados brasileiros, o Reino Unido, apresentou queda de 7,5% nos pedidos. Nos cinco primeiros meses deste ano, os ingleses compraram 4,9 milhões de pares, enquanto no ano passado foram 5,3 milhões. O faturamento, entretanto, aumentou. Em 2008 foram US$ 96,4 milhões contra US$ 74,8 milhões em 2007. Os ingleses absorvem 6,2% do total dos pares brasileiros.
Já a Argentina, que fica em terceiro lugar entre os principais importadores (adquirindo 5,5% do total), registrou pequena elevação nas encomendas brasileiras, da ordem de 2%. Este ano, foram embarcados para o país vizinho 4,3 milhões de pares, equivalentes a US$ 68 milhões. No ano passado foram 4,2 milhões de pares a US$ 58,7 milhões.
Importações não param de crescer
Enquanto as exportações diminuem cada vez mais sua margem de crescimento, as importações, por sua vez, crescem em ritmo acelerado. De janeiro a maio deste ano, o Brasil importou 17,1 milhões de pares, pelos quais pagou US$ 122,2 milhões. Foi verificado um crescimento de 49,3% em volume físico e 52,9% em termos monetários em relação ao mesmo período de 2007, quando o País adquiriu 11,4 milhões de pares, a US$ 79,9 milhões.
A China continua liderando o ranking dos fornecedores, sendo que até agora já colocou em terras brasileiras 15 milhões de pares (equivalentes a US$ 89,1 milhões). O aumento é significativo, pois nos cinco primeiros meses do ano passado, o país asiático havia embarcado 9,6 milhões de pares para o Brasil, com valor de US$ 53,8 milhões. O Vietnã, segundo maior fornecedor, embora colabore com uma quantidade menor, também incrementou os embarques. Este ano, os vietnamitas venderam ao Brasil 1,3 milhão de pares a US$ 18,9 milhões até maio, enquanto no mesmo período de 2007 haviam vendido 822 mil pares a US$ 12,2 milhões.
Quanto aos materiais, nas importações também lideram os calçados sintéticos em relação a outros. No acumulado do ano, entraram em solo brasileiro 7,1 milhões de pares deste tipo (US$ 49,1 milhões). Logo em seguida vêm os têxteis, com 4,6 milhões de pares (US$ 32,1 milhões). Em terceiro lugar ficam os calçados de couro, cujos pedidos chegaram a 1,9 milhão de pares (US$ 34,4 milhões) e por último os injetados, que somaram 195,8 mil pares (US$ 625,7 mil).
Estados do Nordeste aumentam embarques
No comparativo entre os Estados brasileiros, verifica-se que somente os Estados nordestinos obtiveram crescimento, tanto em volume de pares embarcados quanto em faturamento. O Ceará, líder em volume físico, com 36,9% do total das exportações, teve alta de 17% nos pares enviados ao exterior e 11,6% em faturamento. Ao longo deste ano, as indústrias cearenses exportaram 29 milhões de pares, com divisas de US$ 139 milhões. Em 2007, no mesmo período, foram 24,7 milhões de pares, equivalentes a US$ 124,5 milhões. Já a Paraíba, que detém 14,2% da quantidade comercializada no exterior, embarcou 11,2 milhões de pares nos cinco meses desse ano (US$ 36,7 milhões), contra 6,7 milhões no ano passado (US$ 18,7 milhões), configurando alta de 79%. A Bahia, por sua vez, que abocanha a fatia de 4,6% do total de volume, exportou 3,6 milhões de pares (US$ 35,3 milhões), crescendo 37,2% em comparação a 2007, quando enviou 2,6 milhões de pares (US$ 31,4 milhões) para além das fronteiras brasileiras.
Porém, estados da região Sul e Sudeste vêm apresentando quedas. O Rio Grande do Sul, que tem 31,6% de participação, deixou de exportar oito milhões de pares, registrando diminuição de 22,65%. De janeiro a maio deste ano, as fábricas gaúchas embarcaram 24,8 milhões de pares (US$ 471,6 milhões), enquanto no mesmo período do ano passado foram enviados ao exterior 32,1 milhões de pares (US$ 486,4 milhões). O faturamento, no entanto, ainda é o maior do País. Em São Paulo, que tem 5,7% do total, a baixa foi de 34,5%. Este ano, os paulistas venderam 4,5 milhões de pares nos cinco meses deste ano, enquanto no mesmo período de 2007, foram 6,9 milhões de pares embarcados. O faturamento ficou em US$ 73,1 milhões, enquanto os cinco primeiros meses de 2007 registraram US$ 82 milhões. Em Minas Gerais, que tem 0,82% dos embarques, o déficit foi de 18,9%. A indústria mineira exportou 647,4 mil pares até maio deste ano, em comparação com 798,5 mil em igual período do ano passado. O faturamento atual está em US$ 8 milhões, enquanto dados de maio do ano passado registraram US$ 8,1 milhões.
Assessoria de Comunicação Abicalçados/Brazilian Footwear
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