A Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para Couros e Calçados (Abrameq) assinou nesta terça-feira (11) dois novos convênios que representarão R$ 1.130 mil investidos em tecnologia para a cadeia do calçado. Em solenidade realizada em Novo Hamburgo, os convênios foram firmados com o Sebrae e Agência Brasileira para o Desenvolvimento Industrial (ABDI).
Marcelo Adriano, diretor-executivo da Abrameq, lembrou que os novos investimentos seguem um trabalho iniciado há dois anos, quando o Sebrae viabilizou o Projeto Abrameq Tecnologia, promovendo a realização de eventos de aproximação dos fabricantes de máquinas com os principais polos produtores de calçados do Brasil, com ações em Birigui, Jaú, Franca (São Paulo) Vale do Paranhana (RS), São João Batista (SC); Nova Serrana (MG); e Campina Grande (CE), além de eventos durante as feiras Couromoda e Francal, ambas em São Paulo/SP. Foram 15 eventos, sendo atendidas 1.400 empresas, capacitados 3.380 profissionais, com a participação de 37 fabricantes de máquinas. Todos estes números, destacou Adriano, ficaram acima das metas propostas no projeto inicial. “Usamos a máxima do Sebrae, que é fazer muito com pouco”.
Estes contatos, além de levar informação, resultaram em aumento de 14% nas vendas de máquinas para os mercados atendidos. O executivo da Abrameq apontou ainda que uma das metas é a redução de cinco por cento nos acidentes de trabalho nas indústrias calçadistas em um período de três anos. No primeiro ano de execução do projeto, foi registrada queda de 4%, o que indica que a projeção será alcançada.
A Abrameq também já desenvolve ações em parceria com a ABDI, atuando no alinhamento entre as normatizações aplicadas à segurança na utilização de máquinas e equipamentos para couro e calçados no Brasil e na Comunidade Europeia. Isto permitiu a contratação de consultoria em segurança do trabalho nacional e européia, realização de missão técnica à Europa, mapeamento das máquinas utilizadas e estudo comparativo das legislações.
O novo projeto junto à Agência é de “Aplicação de Set up Rápido no
Desenvolvimento de Máquinas para Couro e Calçados”. Marcelo Adriano explicou que o mercado está demandando sapatos diferenciados com entrega cada vez mais rápida, com fabricação de pequenos lotes. “Atender a esta nova realidade requer desenvolvimento de tecnologia para redução no tempo de set-up de máquinas e equipamentos”. Para evoluir nesta área, serão investidos R$ 540 mil, com ações de estudo para identificação de máquinas e equipamentos mais críticos; implantação de soluções em famílias de máquinas. Posteriormente, as novas tecnologias serão disseminadas junto à indústria calçadista.
Com o Sebrae, será desenvolvido programa de “Segurança no Projeto, Fabricação e Operação de Máquinas para Couro e Calçados”. O investimento de R$ 590 mil prevê a identificação de soluções sob o aspecto de redução de riscos de acidentes no trabalho para as máquinas mais utilizadas na indústria coureiro-calçadista; capacitação e assessoria para as empresas fabricantes de máquinas na implantação dessas soluções; disseminação das soluções identificadas para as empresas de couro e calçados nos principais polos coureiro-calçadistas nacionais; elaboração e publicação de Nota Técnica e Manual de Aplicação específicos para regramento da segurança em máquinas na indústria coureiro-calçadista.
O presidente da Abrameq, Délcio Schmidt, destacou que o apoio do Sebrae e da ABDI tem sido fundamental para a disseminação da cultura tecnológica e da segurança para as indústrias do couro e calçados. Nesta área, ressaltou também a importância da participação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Agradeceu ainda pela forte participação das empresas associadas nas ações desenvolvidas pela Abrameq.
O presidente nacional da ABDI, Reginaldo Arcuri, afirmou que um dos melhores exemplos gaúchos é a capacidade de integração da cadeia produtiva do calçado, o que tem viabilizado o enfrentamento vitorioso de fortes crises internacionais. E um dos aspectos decisivos nestas conquistas, segundo ele, é a capacidade de desenvolvimento tecnológico, no qual se destaca o setor de bens de capital. Acrescentou que a apresentação de projetos pontuais, como a Abrameq está fazendo, reflete a capacidade empresarial do setor de desenvolver soluções próprias para seus desafios.
Luiz Carlos Barboza, diretor técnico do Sebrae, destacou que o Sebrae tem como marca trabalhar de forma integrada em vários setores. Exemplificou com as ações junto ao setor de máquinas para couros e calçados, “gerando maior eficácia nos investimentos”.
Adroaldo Diesel Filho
Comunicação da Abrameq
51 9811-7330