As empresas que fazem parte dos 67 setores que participam dos projetos coordenados pela Apex Brasil superaram
US$ 23,8 bilhões em exportações em 2008, alcançando 12% do total das vendas externas brasileiras. De acordo com Alessandro Teixeira, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a média mundial das agências de países com ação similar à Apex é de 6% do total exportado, o que coloca a agência brasileira entre as dez mais importantes do mundo. Os números foram apresentados ontem e comparam 12 meses encerrados em outubro.
O desempenho dessas empresas foram superiores ao crescimento do comércio exterior brasileiro em geral. De outubro de 2007 a outubro deste ano, as exportações – exceto commodities e minérios – cresceram 8,62%. Em igual período, as vendas externas das empresas que fazem parte dos projetos da Apex Brasil nos mesmos setores tiveram alta de 18,74%. "Os números comprovam que as companhias parceiras da Apex têm eficiência superior aquelas de igual segmento, mas que atuam sozinhas", disse Teixeira.
Rússia (11,26%) e Estados Unidos (9,76%) são os dois principais destinos das exportações brasileiras, seguido de Holanda (6,66%) e Hong Kong (5,32%). "O que percebemos é que, em razão da maior diversificação de mercado, uma estratégia adotada neste ano por parte das empresas, o desempenho das exportações em algumas economias desenvolvidas caiu. Por isso, pretendemos reforçar as ações de consolidação de mercado nesses países no próximo ano", afirmou Teixeira.
Entre os dez setores com maior valor nas exportações, o item carne (de aves, bovina e suína) é o principal destaque, com 50% do total exportado. Calçados (5,19%) e máquinas e motores (4,72%) estão na seqüência. Entre as 5.435 empresas apoiadas pela Apex, 61% são micros e pequenas, 27% são médias e 12% são grandes. Para 2009, a agência de promoções terá um investimento de R$ 450 milhões. O montante é o maior dos últimos anos: em 2008 foram R$ 320 milhões e, em 2007, R$ 280 milhões. "Vamos voltar as ações em 23 mercados prioritários e cada país terá uma estratégia e eventos específicos, de acordo com o objetivo que queremos, como abertura, posicionamento e consolidação", disse Teixeira.
Para Teixeira, por abertura entende-se que os produtos brasileiros são totalmente desconhecidos no mercado em questão; por posicionamento significa que o o produto brasileiro já tem participação, mas precisa expandir. "E, finalmente por consolidação entende-se que o Brasil já atua no país com nossos produtos, mas precisamos intensificar o trabalho para reforçar a presença do sua presença", afirmou.
Veículo: Diário do Comércio
Seção: Comércio
Data: 16/12/2008
Estado: SP