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Gestão da Inovação na Indústria Calçadista

O cenário na indústria calçadista tornou-se muito desafiador no Brasil. O mercado cada vez mais competitivo faz com que as empresas busquem novas maneiras de se diferenciarem. Novos processos, produtos, novas formas de enxergar os negócios e interagir com o cliente nunca foram tão comentados e necessários nos meios organizacionais. Inovar tornou-se necessário e crucial para obtenção de vantagem competitiva e perenidade das empresas.

Ainda assim, as empresas ainda possuem a seguinte dúvida: como inovar afinal? O tema é complexo e difícil de ser resumido em alguns parágrafos, mas ainda assim enxergo um caminho principal para a inovação.

O gestor da empresa deverá conter em seu DNA competências como: coragem, ousadia, atitude, visão e tomada de decisão, pois isso será primordial para o primeiro passo.  Empresas com líderes conservadores em excesso, não inovam. Com esse ponto superado, torna-se necessário a definição de uma estratégia (onde se quer chegar, qual mercado se pretende buscar, qual seu público alvo e suas necessidades).  Traçar objetivos que inovem as regras do setor, com vistas à criação de um novo espaço competitivo, de forma exploratória e aberta, com abertura de novas funcionalidades e compreensão das competências como base e não mais na estrutura que se tem. Máquinas, prédios e equipamentos estão disponíveis a todos no mercado, isso não os diferencia. O que você irá fazer com tudo isso é que será o “pulo do gato”.

Compreender que o mundo mudou e por isso é importante mudar também a maneira de pensar e gerir a inovação na Organização é fundamental. As organizações não necessitam mais deter todo o conhecimento e know-how internamente. Neste cenário atual, as equipes das empresas precisam ter habilidades e competências que busquem externamente a expertise indispensável para internalizá-la através da aprendizagem, aplicando-a na prática e fazendo acontecer.

Também há possibilidade do incremento da sua competitividade, seja ela através da ampliação industrial, geração de novos produtos, insights de ideias vindas de fora da empresa ou qualquer outra interação com uma rede (fornecedores, entidades, instituições, universidades etc) de empresas próximas e interconectadas será essencial.

Esta nova prática de condução da gestão da inovação, permite que ideias criativas sejam mais exploradas e concebidas na medida que as interações interorganizacionais aconteçam, possibilitando agregar valor aos produtos a partir destas redes e parcerias, tornando a empresa diferenciada e inovadora. 
 


Deivis Gonçalves
Gestor de Inovação - IBTeC