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Exportações de calçados melhoram em outubro

Dados de exportações elaborados pela Abicalçados apontam uma leve recuperação do fôlego da indústria calçadista no que se refere às exportações no mês de outubro. Apesar da instabilidade, as vendas internacionais deram um salto no último mês, quando foram embarcados cerca de 10 milhões de pares, gerando quase US$ 94 milhões, crescimento de 30,9% em volume e 11,2% em receita, em comparação ao mês de setembro. No comparativo com o mesmo mês do último ano, os números tiveram uma variação baixa, com aumento de 0,2% em arrecadação, queda de 5,5% em volume e crescimento do preço médio de 6,1%. Com isso, no acumulado dos dez meses do ano, o setor calçadista soma o envio de 89,8 milhões de pares, que geraram US$ 793 milhões, quedas de 10,8% e de 10,1%, respectivamente, em relação ao igual ínterim de 2017.

Outra mudança no comércio internacional da indústria calçadista no último mês ficou a cargo dos Estados Unidos, que retomaram o posto de principal destino do calçado brasileiro, ao importar, entre janeiro e outubro, cerca de sete milhões de pares, totalizando mais de US$ 126 milhões. A Argentina, que desde março concentrava a maior fatia das exportações do setor, aparece logo atrás, na segunda posição. “Nos últimos anos, o mercado norte americano foi nosso principal destino, era esperado que o país assumisse novamente a liderança entre os importadores de calçados brasileiros”, explica Heitor Klein, presidente-executivo da Abicalçados.   

Para completar os dados positivos, a França, que ocupa o terceiro posto dos destinos internacionais, comprou 5,8 milhões de pares nos dez primeiros meses do ano, somando US$ 46 milhões, incrementos de 28% e de 3,2%, respectivamente, em comparação com mesmo período de 2017.

Importações
No mês de outubro, o Brasil importou quase dois milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 28,3 milhões, números abaixo do mesmo mês do último ano, -1,0% e -4,2%, respectivamente. No acumulado de janeiro a outubro, foram comprados pelo país 23,7 milhões de pares por US$ 304 milhões, alta de 14% e 1,8%, respectivamente, comparado ao mesmo período de 2017. As principais origens foram Vietnã, Indonésia e China.