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Em novembro, Brasil registra queda nas exportações de calçados

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que no mês de novembro os calçadistas exportaram 9,88 milhões de pares que geraram US$ 83,43 milhões, números menores tanto em volume (-10,6%) quanto em valores (-0,9%) em relação ao mês 11 do ano passado. No acumulado, de janeiro a novembro, as exportações seguem positivas tanto em volume (+2,1%) quanto em valores (+11,9%) no comparativo com igual período de 2016. Nos 11 meses foram embarcados 109,86 milhões de pares por US$ 973,58 milhões.

Conforme o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, os resultados de novembro ainda são reflexo do encarecimento do calçado brasileiro, que passou de um preço médio de US$ 7,60 para US$ 8,50 entre novembro de 2016 e o mês passado. “Com a valorização recente do real sobre o dólar, nosso calçado ficou com preço menos competitivo, o que tem impacto direto nas exportações, especialmente para países mais sensíveis a preço, caso dos Estados Unidos”, explica o executivo. Os Estados Unidos são o principal destino do calçado brasileiro no exterior e vem perdendo espaço na pauta exportadora nacional desde o início do ano. Entre janeiro e novembro, os norte-americanos importaram 9,88 milhões de pares por US$ 170,18 milhões, quedas de 13,3% em volume e de 12,7% em receita no comparativo com igual período do ano passado.

Equador
Além da queda para os Estados Unidos, Klein ressalta que o valor negativo em novembro ainda é reflexo dos problemas nas exportações para o Equador. Desde setembro deste ano o país vizinho vem sobretaxando os calçados brasileiros, contabilizando uma tarifa de 10% + US$ 6 por par, em função de um problema sanitário das bananas importadas de lá pelo Brasil o que, segundo autoridades brasileiras, impede a liberação das importações pelo risco de contaminação dos bananais locais. "A solução está pendente de negociação, mas o fato é que nossos associados reportaram mais de 500 mil pares e US$ 6 milhões impactados pela medida, sobretaxados na aduana equatoriana", conta Klein.

Origens
O maior exportador brasileiro de calçados segue sendo o Rio Grande do Sul. Entre janeiro e novembro, os gaúchos embarcaram 25,38 milhões de pares que geraram US$ 406,86 milhões, altas de 0,3% e 6,3%, respectivamente, na relação com igual período do ano passado.

O segundo exportador do período foi o Ceará, que embarcou 41 milhões de pares por US$ 245,82 milhões, altas de 3,4% e 8,5%, respectivamente.

No mesmo comparativo, o terceiro exportador foi São Paulo, de onde partiram 7 milhões de pares que geraram US$ 106,47 milhões, queda de 18% em volume e incremento de 8% em receita na relação com 2016.

Importações
Assim como as exportações, as importações também aumentaram no período compreendido entre janeiro e novembro. No intervalo, entraram no Brasil 22,78 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 323,32 milhões, altas de 8% em pares e de 1,2% em dólares na relação com igual período de 2016.

As principais origens das importações seguem sendo os países asiáticos, que responderam por mais de 90% do total importado.  No período, o Vietnã exportou para o Brasil 10,35 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 179,2 milhões, altas de 8,4% em volume e de 1,9% em dólares no comparativo com mesmo ínterim de 2016.

A segunda origem dos embarques foi a Indonésia, de onde partiram rumo ao Brasil 3,84 milhões de pares por US$ 63 milhões, alta de 1,2% em volume e queda de 9% em receita na relação com o ano passado.

O terceiro maior exportador de calçados para o Brasil foi a China, que embarcou 5,45 milhões por US$ 29,55 milhões, quedas de 1,3% e de 13%, respectivamente, no comparativo com igual período de 2016.

Em partes de calçados – cabedais, palmilhas, solas, saltos etc – as importações chegaram a US$ 38 milhões no período, queda de 0,8% em relação ao mesmo período de 2016. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.


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