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Coalização leva demandas para o governo [ Artigo]

A Coalização da Indústria, integrada por 11 associações de setores estratégicos para a economia nacional e que representam quase 40% do PIB industrial brasileiro, entre elas a Abicalçados, esteve reunida no final do mês passado com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes. Na pauta, estavam as demandas para o novo governo, que incluem desburocratização, melhorias em infraestrutura, maior disponibilidade de crédito e as reformas da Previdência e Tributária. O setor industrial, que já representou mais de 20% do PIB brasileiro na década de 80, e hoje minguou para pouco mais de 10%, enxerga as reformas como fundamentais para o ajuste fiscal e para a retomada sustentável da economia brasileira. A sinalização do governo, neste sentido, tem sido positiva, porém é preciso de uma sinergia com o Poder Legislativo e a sociedade para dar efetivo andamento às reformas.

Na oportunidade, também foi colocado que a retomada passa, ainda, pelo fomento à exportação, com a desburocratização das operações e a maior disponibilidade de crédito.  Quanto à abertura comercial, que seguidamente aparece no discurso do presidente e de seu ministro da economia, foi apontado que a Indústria não é contrária, mas que o processo precisa ser gradual e concomitante com a redução dos custos de produção, de forma com que a indústria nacional possa competir a par de igualdade com seus concorrentes estrangeiros. Hoje, abrindo as fronteiras para a importação, sem tarifas, o Brasil seria inundado por produtos asiáticos que provocariam uma quebradeira generalizada no setor. O fato se daria justamente em função de termos uma das maiores cargas tributárias dos países em desenvolvimento, e a maior entre os países concorrentes da indústria brasileira de calçados, um sistema engessado pela burocracia estatal, que torna as operações mais onerosas, uma logística ineficiente e cara, entre outros problemas que se somam no chamado Custo Brasil.

Com as reformas mais urgentes será natural a retomada da confiança do consumidor, que por sua vez refletirá na maior confiança do empresariado, especialmente por ter um mercado enorme e reprimido para trabalhar. Estamos confiantes – e vigilantes também!