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Abicalçados avalia índices positivos

Com a melhora no nível de emprego e a retomada gradual da confiança do mercado e dos consumidores, parece que finalmente a roda da economia começa a girar. O fato tem refletido nos índices do setor calçadista, especialmente no que diz respeito ao mercado interno, que consome mais de 85% do total produzido pelo setor (944 milhões de pares no ano passado). 

Conforme dados da IBGE, em julho houve um incremento de 11,8% na produção de calçados, algo inédito no ano. Com o resultado, o setor também reverte um quadro negativo na produção e agora fica com incremento de 3,2% no acumulado dos sete primeiros meses do ano. O fato teve reflexo na geração de empregos, embora tímido. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no mês sete foram gerados 322 postos na Indústria Calçadista. “O número em si não é tão alto, mas é importante porque vem depois de três meses consecutivos de quedas, que acumularam a eliminação de mais de 8 mil postos de trabalho”, avalia o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, acrescentando que o nível de emprego é considerado um termômetro fiel da atividade. Com o resultado de julho o setor chegou a 276.994 postos gerados diretamente, número 3,5% menor do que o registro do mesmo mês do ano passado.

No varejo o índice também é positivo. Conforme dados do IBGE, em julho o incremento nas vendas foi de 6,6% e veio após quatro meses de quedas consecutivas. Com o resultado, no acumulado dos sete meses o setor reverteu um quadro negativo e ficou 0,4% positivo. “Existe uma expectativa de que o quadro siga em crescimento, especialmente levando em consideração o ambiente econômico e a liberação do saque do FGTS”, conclui Ferreira.


Dados mais atuais: 

* Produção de Calçados (IBGE): 11,8% de crescimento em julho e de 3,2% no acumulado;
* Empregos no setor (MTE): 322 postos gerados em julho e total de 276.994 empregos (-3,5%); 
* Varejo de calçados (IBGE): 6,6% de crescimento em julho e de 0,4% no acumulado.