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20/03/2017

Abicalçados apresenta sistema de automação na Fimec 2017


  • Abicalçados apresenta sistema de automação na Fimec 2017

A 41ª edição da Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), maior mostra da indústria de base do setor calçadista, além de ser palco para negócios, foi a oportunidade perfeita para a demonstração de tecnologias importantes e que devem impulsionar o desenvolvimento setorial nos próximos anos. Para a Fimec 2017, foi montada uma Fábrica Conceito que, entre máquinas, materiais e equipamentos inovadores, apresentou o Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (SOLA).  A feira aconteceu nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS, entre os dias 14 e 16 de março.
 
O assessor-executivo da Abicalçados, Igor Hoelscher, ficou os três dias na mostra apresentando o sistema, na prática, para empresários do setor. “O resultado foi fantástico! Tivemos empresas de todos os portes, com destaque para as do polo de Birigui, interior de São Paulo, interessadas no SOLA”, avalia, ressaltando que o fato demonstra que a padronização proporcionada pelo sistema serve a todo o setor, independente da atividade - fornecimento, manufatura e comércio. Segundo o executivo, é importante que toda a cadeia utilize o sistema de padronização, o que trará ganhos em escala significativos na questão logística, hoje um gargalo do segmento e que consome recursos relevantes que poderiam ser melhor empregados em produtividade.
 
Hoelscher explica que, para ter o SOLA, basta a empresa ter um sistema ERP e scanners para a leitura dos códigos de barras na linguagem global GS1 para que a troca de informações eletrônicas flua de maneira consistente. “Os empresários parecem estar percebendo, gradualmente, a importância do sistema e os ganhos que ele traz para toda a cadeia, mas é importante que não somente o industrial calçadista utilize, mas todos que fazem parte da cadeia, desde o fornecedor até o varejo, para que se faça o caminho todo da mercadoria até a chegada – correta – nas mãos do consumidor”, explica. 

Varejo
O executivo comemora o fato de, na feira, que não tem como foco o lojista, e sim a indústria, ter recebido a visita de uma grande rede de lojas do Rio Grande do Sul, que conta com mais de 40 pontos de venda. “Saímos daqui otimistas e com encontros agendados”,  conta, acrescentando que durante o evento também houve uma aproximação importante com a Associação Brasileira dos Lojistas de Calçados e Artefatos (Ablac), que teve nova diretoria empossada recentemente.
 
Setor alimentício
O exemplo mais claro e conhecido de sucesso na integração da cadeia está no setor alimentício que, a partir da década de 1990, passou a utilizar a tecnologia de código de barras para a padronização, rastreabilidade e controle de estoques. “Antes daquela época, era preciso um funcionário para conferir manualmente os preços e digitá-los nas caixas registradoras. As filas eram enormes, o sistema lento e custoso”, recorda. “Uma grande indústria de calçados, que utilizou o SOLA durante um ano, conseguiu reduzir mais de R$ 500 mil em custos com retrabalho, erros logísticos e outros problemas gerados pelo inconsistente fluxo de informações”, acrescenta, ressaltando que, no entanto, é preciso que mais empresas, da base de fornecimento e também do varejo, passem a utilizar o sistema, abrangendo todos os elos, assim como o ocorrido no setor alimentício.
 
Fábrica Conceito
A Fábrica Conceito, onde foi apresentado o SOLA, foi montada para funcionar durante os três dias de feira, com a meta de cinco mil pares de calçados em cinco linhas de montagem in loco. Para isso, foram utilizados maquinários modernos, materiais inovadores e tecnologias de última geração para demonstrar o SOLA.
  
Para mais informações sobre o SOLA, acesse o site www.sola.org.br.