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5 ERROS QUE SUA EMPRESA NÃO PODE COMETER NO MARKETING DIGITAL

Levando em consideração a crescente influência das redes sociais nos negócios das empresas - hoje, o Brasil conta com mais de 140 milhões de usuários nessas plataformas -, o CEO da Fabulosa Ideia, Rafael Terra, listou 5 erros que, embora comuns, podem ser fatais para a estratégia de Marketing Digital:

Erro 1 - Acreditar que atuando somente com conteúdo orgânico terá um alcance satisfatório! 

São necessários anúncios! Hoje, o engajamento nas redes sociais gira em torno de 3% a 4%, ou seja, se você não está investindo em anúncios você está chegando apenas para 3% a 4% de sua base.

Terra, que também é professor de MBA em Marketing Digital na ESPM Sul, destaca que as empresas precisam investir em anúncios para ter um melhor engajamento nas redes. O que não quer dizer que precise de um grande budget para isso. Segundo ele, o mais importante é testar, medir os resultados. “Eu aconselho a marca a iniciar investindo R$ 500 e ir mensurando. Os primeiros meses são de testes”, aponta.


Erro 2 - Não investir em vídeo! 

70% da web é compartilhada em imagem e vídeo, produções audiovisuais são essenciais para uma boa performance nos canais digitais.

Terra também ressalta a importância da humanização na comunicação nas redes sociais. “As pessoas querem criar vínculos com marcas reais, que mostram nos Stories o que está acontecendo na fábrica, na loja etc”, comenta o consultor, acrescentando que estudos apontam que as pessoas estão mais interessadas em conviver com marcas que erram do que com aquelas que possuem grandes investimentos comerciais, com anúncios na TV Globo, em revistas de sucesso ou com feeds perfeitos. Dentro deste contexto, de humanização na comunicação digital, ele Terra avalia que as empresas devem investir em vídeos, mesmo com poucos recursos.

 
Erro 3 - Esperar muito para se antenar em tendências! 

Algumas marcas ficam planejando e acabam perdendo a onda do momento. A onda atual é o IGTV (recurso de vídeo do Instagram), que está com um alcance enorme. “E aí, já entrou ou está só planejando?”, provoca Terra.

Como forma de estar sempre antenado nas tendências, ou “ondas”, no que se refere às redes sociais, Terra aconselha “seguir as pessoas certas”. Segundo ele, existem nichos de influenciadores digitais profissionais, como Paulo Cuenca, do qual é admirador e seguidor. O segundo conselho é estar sempre estudando, pois é um setor muito dinâmico.

Terra destaca, ainda, que é preciso estar atento ao próprio comportamento, pois o que funciona no pessoal pode funcionar também para a marca. “É notar o que está dando certo, o que está aparecendo no seu feed, que é o reflexo do que está dando certo”, diz.

Independente do público-alvo da marca, o especialista Terra avalia que a empresa deve estar em todas as redes sociais possíveis. Mesmo se seu público for mais velho, utilizar com mais assiduidade o Facebook, por exemplo, existe um fenômeno de migração de usuários para outras plataformas. “Minha mãe, por exemplo, tem o Facebook dela, mas tem o Instagram para ver as coisas dos outros. Falei dela, porque ela é um reflexo do que essa geração está vivendo. É um público que não entende muito a rede, mas quer saber o que está acontecendo”, conclui.


Erro 4 - Não ter objetivo claro! 

Se não sabe se quer gerar leads (quando um possível cliente entra em contato para saber mais sobre determinado produto), se quer gerar comentários, se quer gerar vendas, como que vai mensurar? 

O conselho é estudar objetivos possíveis no ambiente digital, como os citados acima, o que significa cada um deles, o que é relevante para a sua marca etc.  Depois disso, é preciso conhecer bem o seu público-alvo para se comunicar efetivamente com ele e entender cada canal digital e suas possibilidades, bem como as ferramentas existentes para mensuração de resultados. 

 
Erro 5 - Pensar no digital só para vender! 


É preciso criar valor no usuário. A marca que é desejável cria valor, cria sentimento, cria experiência. Porém, o digital só vai impulsionar aquela experiência, aquele valor que você já tem no off-line. Então, não veja a web apenas como um catálogo, crie vínculo emocional.

Segundo Terra, uma rede social ainda pouco usada, mas com um grande alcance orgânico, é o LinkedIn. “É uma rede de humanização e com grande alcance. A rede social da Ambev, por exemplo, é feita somente por pessoas, as pessoas que fazem a Ambev. Isso é muito legal e gera identificação”, conta o especialista, que é bastante enfático: “a gente não compra nada da marca, a gente compra das pessoas. A gente não compra de logos”.


Rafael Terra foi um dos palestrantes da 23ª edição do SNIC – Seminário Nacional da Indústria Calçados, que acontece no último dia 21 de agosto, na Faccat, em Taquara/RS.